Igreja Presbiteriana -May 2015

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Quando falta disciplina na família
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2º Encontro Desperta Débora 2015
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A Família de Jabez
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Dia das Mães 2015
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Um remédio para a exaustão interior
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Confraternização 1º de maio 2015

Quando falta disciplina na família

[mks_dropcap style=”square” size=”52″ bg_color=”#16a085″ txt_color=”#ffffff”]N[/mks_dropcap] ão existe curso de doutorado em paternidade. Grandes homens fracassaram rotundamente nesse sublime, mas árduo ministério. Um clássico exemplo dessa realidade é o sacerdote Eli. Diz a Escritura que seus filhos eram filhos de Belial e não se importavam com o Senhor (1Sm 2.12). Eli foi juiz e sacerdote de Israel por quarenta anos. Era um homem de Deus, que tinha discernimento das coisas espirituais. Em seu longo ministério, certamente cuidou de milhares de famílias e aconselhou muitos filhos a honrarem seus pais e a obedecerem a Deus. Porém, Eli deixou de disciplinar seus próprios filhos.

Hofni e Finéas, cresceram dentro da casa de Deus. Desde cedo se acostumaram com o culto divino e com as ofertas trazidas pelo povo. A casa deles estava encharcada da presença do sagrado. Entretanto, esses jovens prevaricaram e tornaram-se culpáveis diante de Deus. Viveram em excessos. Tornaram-se adúlteros, blasfemos e insolentes. Perderam completamente o temor de Deus. Corromperam o sacerdócio. Profanaram a casa de Deus. Mancharam suas vestes. Tornaram-se falsos pastores.

O povo todo via os escândalos promovidos por Hofni e Finéas, que embora casados, eram infiéis a Deus, ao cônjuge e ao povo. Os comentários deprimentes acerca do mau exemplo dos filhos de Eli chegavam a ele, mas este amava mais a seus filhos do que a Deus e não os disciplinava com o rigor necessário. Eli foi alertado várias vezes, mas não teve fibra para corrigir seus filhos. Finalmente, Deus usou o jovem Samuel para comunicar a sentença de morte à casa de Eli. Nem assim, ele reagiu. Ao contrário, aceitou passivamente a decretação da derrota em sua casa.

Eli tornou-se um pai complacente, bonachão e conivente com o pecado de seus filhos. Por causa do pecado deles, mais de trinta mil pessoas foram mortas no campo de batalha, a arca da aliança, símbolo da presença de Deus, foi roubada e eles foram mortos. O próprio Eli morreu ao saber das más notícias. Também morreu sua nora, a mulher de Hofni, ao dar à luz a Icabode, uma evidência de que a glória de Deus havia se apartado deles.

A família do sacerdote Eli é um alerta para nós. O amor responsável disciplina e estabelece limites. Não ama suficientemente os filhos, os pais que os poupam de confronto firme e de disciplina amorosa. Os pais ensinam os filhos com exemplo, admoestam os filhos com a palavra de Deus e os disciplinam com temor e reverência. Se você pai, ama seus filhos, ouse discipliná-los. É melhor ver os filhos chorando agora, do que sofrendo as consequências de seus pecados por toda a eternidade. É melhor o desconforto do confronto sincero do que o aparente conforto da omissão covarde. Que Deus nos ajude a termos famílias piedosas. Que a nossa maior alegria seja ver os nossos filhos andando na verdade!

Rev. Hernandes Dias Lopes

2º Encontro Desperta Débora 2015

Pais e mães orando pelos seus filhos, com a palavra e testemunho da nossa irmã Paula Granero. Organizador (a) Carla Hoffmann de Lima, participação do Coral e dos irmãos Diego Fiorio e Franciellen Darioli Garcia. Crédito nas fotos: Diácono Paschoal Luiz Pitta.

 

A Família de Jabez

“Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabez, dizendo: Porque com dores o dei à luz” 1Cr 4.9

Jabez era da tribo de Judá, cujo signifiado é louvor. Porém, quando nasceu, sua mãe não ergueu um hino de louvor, mas levantou um monumento à sua dor. Esse nome não foi escolhido para homenagear alguma celebridade; ao contrário, sua mãe queria perpetuar na história desse fiho as grandes aflções e o terrível sofrimento que enfrentou na gravidez e, sobretudo, no parto. Jabez foi ferreteado com esse nome para perpetuar uma história de dor.

Porém, esse jovem não aceitou passivamente a decretação da derrota em sua vida. Reagiu e orou, rogando a Deus quatro coisas: pediu a bênção de Deus sobre sua vida em vez do prognóstico da dor. Pediu mais inflência, rogando a Deus para alargar suas fronteiras, em vez de viver o prognóstico sombrio imposto a ele. Pediu o livramento do maligno, para que o passado de dor não inflenciasse o presente nem apagasse a expectativa de um futuro de glória.

Finalmente, pediu a boa mão de Deus sobre ele, a fi de que pudesse desvencilhar-se dos traumas da família e, ao mesmo tempo, pudesse alçar voos mais altaneiros. Deus ouviu sua oração e concedeu a ele tudo quanto pedira. Jabez, por isso, foi considerado mais nobre do que seus irmãos. Sua biografi ergue-se nos anais da história como um exemplo incontestável de fé e superação!

Fonte: Devocionário Cada Dia – Hernandes Dias Lopes

Dia das Mães 2015

Um remédio para a exaustão interior

Ao longo de minha vida, algumas vezes me deparei com um estranho sentimento de exaustão interior. Nestes momentos, fui tomado pela consciência de minha completa incapacidade em corresponder às expectativas das pessoas em relação a mim. Sinto-me sem condições de atender às necessidades dos que freqüentam minha igreja; às demandas daqueles que esperam que eu possa falar numa conferência ou escrever um artigo; às cobranças dos amigos que me ligam chateados porque esqueci a data de um aniversário – sem falar, claro, das pressões geradas numa família com dois filhos adolescentes e uma pré-adolescente. Então, sou tomado pelo desânimo em relação aos desafios que me cercam e pelo desejo de não ter tantos compromissos diante de outros.

Quando esta exaustão interior me assalta, minha vontade é de jogar tudo para cima. Fico sonhando com a possibilidade de abrir mão de todas as responsabilidades, procurar um chalé numa região bem distante e viver ali por algum tempo. Minha única vontade é a de voltar-me para o cuidado do meu próprio coração, lidando com as minhas próprias demandas interiores – coisa singelas, como o silêncio, a solitude, a leitura e a oração. Sei que muitos pensam que um cristão não deveria sentir-se assim e um pastor não poderia falar assim. No entanto, tenho que decepcionar os crentes-ETs de plantão lembrando que, se Papai Noel realmente não existe, também não é menos verdade que pastores honestos e cristãos sinceros enfrentam, sim, seus dias de exaustão. E esses sintomas em muito se assemelham à própria depressão.

Diante desta tal exaustão interior e da impossibilidade de jogar tudo para cima, acabo caminhando alguns dias em reflexão e oração, os quais me levam a uma conclusão. O problema, antes de residir nas expectativas daqueles que me cercam ou nas pressões delas decorrentes, são, geralmente, fruto ou de meu descuido em viver, dia após dia, dependendo da minha própria potencialidade, ou de um equívoco – o de colocar minha confiança de realização em projetos e relacionamentos que jamais poderão me oferecer o que somente Deus tem para me dar.

Bernardo de Claraval, monge francês que viveu entre os séculos XI e XII, disse que tudo o que somos e fazemos deve ser fruto não de nossas próprias reservas, mas do transbordar da água viva que Jesus derrama em nossas vidas. Podemos, assim, dedicar-nos a algo sem nos exaurirmos; dar-nos sem nos esgotarmos; cuidarmos de outros sem cometer o equívoco de não cuidarmos de nós mesmos. Se, contudo, abandonamos esta relação constante com a pessoa de Cristo, fechamo-nos para a fonte que abastace o nosso reservatório interior e deixamos de receber a água viva que emana do Pai. No entanto, a falta de conexão com a fonte primária da água viva nos conduzirá, mais cedo ou mais tarde, à sequidão.

Essa dimensão de vazio interior foi comparada por Jesus, quando do memorável diálogo com a mulher de Samaria, com a sensação humana da sede. Ela não sabia, mas tinha diante de seus olhos aquele capaz de saciar a sede existencial que existe dentro dos corações de homens e mulheres. Sede de sentido para vida, sede de sentir-se valorizado ou amado por alguém. Um de nossos grandes erros, humanos que somos, é o de tentar lidar com o sentimento de vazio interior que insiste em nos acompanhar ao longo da vida através de conquistas. Queremos acumular coisas, ser amados pelos outros, atingir grandes realizações; enfim, queremos ser felizes com a vida.

O profeta Jeremias registrou a contenda de Deus contra seu povo Israel apontando os mesmos equívocos nos quais hoje ainda incorremos: “O meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram a mim, a fonte de água viva; e cavaram as suas próprias cisternas, cisternas rachadas que não retêm água” (Jeremias 2.3). Logo, quando colocamos nossa esperança ou buscamos a realização em qualquer outra fonte que não seja o próprio Pai, corremos o risco de buscar a água onde ela simplesmente não existe. Conhecedor do coração humano, Jesus nos convida, de forma simples e prática, a uma solução: “Quem tem sede, venha a mim e beba”. Ele próprio se apresenta como a única fonte capaz de saciar nossa sede existencial. Neste caso, estamos falando da importância de estarmos constantemente na presença do Senhor, bebendo da água viva que somente Cristo pode nos oferecer. Somente assim, seremos reservatórios que, repletos de água, transbordam a ponto de irrigar a vida daqueles que nos cercam.

Assim, termino com uma confissão. Muitas vezes, a exaustão interior que me assalta é decorrente do meu descuido de viver a partir de mim mesmo, ou do equívoco de buscar nos projetos e nos relacionamentos o que somente em Jesus posso ter. Por isso, quando tomado pelo sentimento de cansaço, me aquieto na sua presença e volto a escutar o convite amoroso e paciente para beber da água que somente Ele pode me oferecer. É esta água viva que nos capacita a renovar nossas forças físicas e emocionais, bem como a nos libertar das buscas infindáveis que drenam nossas energias e nos fazem reféns de nossos próprios anseios. Somente assim, como diz a Escritura, fluirão rios de nosso interior. Rios da mais pura água – a água da vida.

Rev. Ricardo Agreste

Confraternização 1º de maio 2015

Tradiocinal almoço. Momentos de comunhão com os irmãos da Segunda IPB Rio Claro e irmãos da Congregação Presbiteriana do Jardim Azul. Crédito nas fotos Diácono Paschoal Luiz Pitta

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