Igreja Presbiteriana -December 2017

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Cristãos Deveriam Ter Árvores de Natal?
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Encontro de Jovens do Presbitério de Rio Claro
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A Glória do Natal

Cristãos Deveriam Ter Árvores de Natal?

À medida que o Natal vai chegando, questões como esta começam a aparecer. Como tudo na vida, é importante olharmos para estas questões com discernimento bíblico.

Neste caso, não vemos nada de errado com a tradicional árvore de Natal. Porém, alguns têm ensinado que é errado para qualquer cristão ter uma árvore de Natal em suas casas. Será que as razões para isso são válidas? Achamos que não. Vamos dar uma olhada nas duas objeções mais comuns que as pessoas fazem contra as árvores de Natal.

Primeiro, alguns são contrários às árvores de Natal por elas terem origens pagãs.

Acredita-se que Bonifácio, missionário inglês na Alemanha do século oitavo, instituiu a primeira árvore de Natal. Ele supostamente substituiu os sacrificios feitos ao carvalho sagrado do deus Odin, por um abeto enfeitado em tributo a Cristo. Alguns outros afirmam que Martinho Lutero foi quem introduziu a idéia da árvore de Natal iluminada com velas. Baseado nestas informações podemos dizer que a árvore de natal tem um excelente pedigree cristão.

Porém, mesmo se um histórico pagão fosse claramente estabelecido, isso não necessariamente significaria que nós não poderíamos usar árvores de Natal. Talvez a analogia a seguir ajude.

Durante a II Guerra Mundial, os militares americanos usaram temporariamente algumas ilhas remotas do Pacífico Sul como pistas de aterrissagem e como depósitos de suprimentos. Antes daquela época, os povos indígenas tribais nunca tinham visto tecnologia moderna de perto. Grandes aviões cargueiros chegavam cheios de materiais, e pela primeira vez os nativos viram isqueiros (que eles achavam ser mágicos), jipes, geladeiras, rádios, ferramentas elétricas e uma enorme variedade de alimentos.

Quando a guerra terminou, os nativos concluiram que os homens que trouxeram a carga eram deuses, então eles começaram a construir templos para os deuses da carga. Eles tinham a esperança de que os deuses da carga voltariam com mais bens.

A maioria das pessoas sequer sabe sobre esta superstição religiosa. Da mesma forma, poucos sabem qualquer coisa sobre a adoração de árvores. Quando uma criança puxa um grande presente de debaixo da árvore de Natal e desembrulha um modelo de avião cargueiro, ninguém olha pra aquele objeto como um ídolo. Nem nós vemos a árvore de Natal como uma espécie de deus dos presentes. Nós entendemos a diferença entre um brinquedo e um ídolo tão claramente quanto entendemos a diferença entre um ídolo e uma árvore de Natal. Não vemos uma razão válida para fazer qualquer conexão entre árvores de Natal e ídolos de madeira ou adoração de árvores. Aqueles que insistem em fazer essas associações deviam prestar atenção nos avisos nas Escrituras contra julgar os outros em coisas duvidosas (vejam Romanos 14 e I Coríntios 10:23-33).

Outra reclamação comum é que as árvores de Natal são proibidas na Bíblia. Jeremias 10 é muito usado para dar apoio a este ponto de vista. Mas uma olhada mais de perto nesta passagem vai mostrar que o texto não tem nada a ver com árvores de Natal e tudo a ver com adoração a ídolos. O verso oito diz “querem ser ensinados por ídolos inúteis; Os deuses deles não passam de madeira.”

Adoração a ídolos era uma clara violação dos Dez Mandamentos. Êxodo 20:3-6 diz: “Não terás outros deuses além de mim. Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o SENHOR,o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, mas trato com bondade até mil gerações aos que me amam e obedecem aos meus mandamentos.”

Não há conexão entre a adoração aos ídolos e o uso de árvores de Natal. Nós não devíamos ficar ansiosos a respeito de argumentos vazios contra as decorações de Natal. Em vez disso, deveríamos focar no Cristo do Natal, esforçando-nos com toda a diligência a lembrar a verdadeira razão de comemorarmos esta data.

John MacArthur

A Glória do Natal

Na noite que Jesus nasceu algo espetacular aconteceu. As planícies de Belém tornaram-se o teatro para um dos shows mais espetaculares de som e luz na história humana. Todo o céu irrompeu em louvor. Lucas nos diz o que aconteceu:

Naquela mesma região, havia pastores que estavam no campo, à noite, tomando conta do rebanho. E um anjo do Senhor apareceu diante deles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor; e ficaram com muito medo. Mas o anjo lhes disse: Não temais, porque vos trago novas de grande alegria para todo o povo; é que hoje, na Cidade de Davi, vos nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E este será o sinal para vós: achareis um menino envolto em panos, deitado em uma manjedoura.

Então, de repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu junto ao anjo, louvando a Deus e dizendo: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem ele ama”. (Lucas 2.8-14) O visitante angelical estava cercado pela glória de Deus. A glória estava brilhando. Essa glória não pertencia ao anjo. Era a glória de Deus, significando seu modo divino de ser. Foi o esplendor divino que envolveu o mensageiro celestial, um resplendor divino visível.

Quando os pastores de Belém tremeram de medo, eles foram admoestados pelo anjo: “Não temais, porque vos trago novas de grande alegria para todo o povo; é que hoje, na Cidade de Davi, vos nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lucas 2.10-11). Todo ser humano anseia por um salvador de algum tipo. Buscamos alguém ou algo que resolverá os nossos problemas, aliviará a nossa dor, ou concederá o objetivo mais ilusório de todos, a felicidade. Desde a procura por sucesso no trabalho à descoberta do parceiro ou amigo perfeito, fazemos a nossa busca.

Mesmo na preocupação com esportes mostramos uma esperança por um salvador. Quando a temporada de esporte termina com mais perdedores do que vencedores, ouvimos o grito das cidades ao longo de todo o país: “Esperem até o próximo ano!”. Então chega o projeto ou uma nova safra de novatos, e os fãs depositam suas esperanças e sonhos no novo garoto que trará glória ao time. O novato, o novo cliente, a nova máquina, as novidades que chegarão no correio de amanhã são todos objetos de esperança; mas esperança que nenhuma criatura pode garantir.

A explosão de luz que inundou os campos de Belém anunciou o advento de um Salvador capaz de cumprir a tarefa.

Observamos que o recém-nascido Salvador é também chamado de “Cristo o Senhor”. Aos pastores atônitos esses títulos estavam impregnados de significado. Esse Salvador é o Cristo, o Messias há muito esperado de Israel. Todo judeu lembrava da promessa de Deus que um dia o Messias, o ungido do Senhor, viria para libertar Israel. Esse Messias-Salvador é também Senhor. Ele não somente salvará o seu povo, mas será o Rei deles, seu Soberano.

O anjo declara que esse Salvador-Messias-Senhor nasceu “para nós” [vos nasceu]. O anúncio divino não é um oráculo de julgamento, mas a declaração de um presente. O Rei recém-nascido nasceu para nós.

R.C.SPROUL

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