-Mensagens

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A Luta Contra o Pecado – Por Ronaldo Lidório
2
A Palavra Que Sai da Boca de Deus
3
A História do Lápis
4
Contribuição Financeira tem a ver com devoção?
5
Levando Deus a Sério
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Segunda Igreja Presbiteriana de Rio Claro – Ontem, Hoje e Amanhã
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Mensagem do Pr. Wagner dos Santos na 3º IPB Rio Claro
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Os Dois Irmãos
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O que diz o breve Catecismo de Westmnister sobre sacramentos?
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Informativo do Mês de Março de 2016 – Ano: 65

A Luta Contra o Pecado – Por Ronaldo Lidório

“Quando um homem se torna melhor, compreende cada vez mais claramente o mal que ainda existe em si. Quando um homem se torna pior, percebe cada vez menos a sua própria maldade” (C. S. Lewis).

A humildade é um claro sinal de maturidade cristã na jornada em busca de uma vida íntegra, pois é fruto da compreensão da nossa total dependência de Deus. Quanto mais buscamos uma vida íntegra na presença de Deus, mais somos confrontados pelo Espírito nas áreas da nossa alma que precisam de conserto, perdão, libertação e cura. E esse confronto gera um espírito de humildade, pois percebemos quem somos e o quanto necessitamos do Senhor em nossas vidas. Outro sinal de maturidade cristã é o contentamento, pois não nos aproximamos do sol ao meio dia sem percebermos a sua luz. Ao nos aproximarmos do Senhor perceberemos, sempre, a Sua bondade nas pequenas e derradeiras coisas da vida. Se você deseja avaliar o crescimento espiritual de um amigo, ou seu próprio, observe a humildade o contentamento.

Devemos lembrar que a busca pela integridade denuncia o pecado. Richard Baxter, teólogo e homem piedoso, autor de mais de 130 livros, afirma em seu livro ‘O pastor aprovado’ que “é mais fácil julgar o pecado que dominá-lo” e desafia-nos a vigiarmos para “não suceder que convivamos com os mesmos pecados contra os quais pregamos”. Em Gn 17:1 lemos que Deus disse a Abraão: “Eu sou o Deus todo poderoso; anda na minha presença e sê perfeito”. Andar na presença de Deus leva-nos ao caminho da perfeição na mesma medida que andar em Sua presença aponta de forma clara as nossas imperfeições.

No processo de santidade o pecado precisa ser denunciado. Não nos tribunais humanos ou nas conversas de bastidores, mas no encontro do pecador com Jesus. Um dos grandes desafios cristãos é definirmos o pecado biblicamente (aquilo que terrivelmente nos afasta de Deus) e não sociologicamente, em uma escala de intensidade daquilo que é mais ou menos aceito pela sociedade. Ao falarmos de pecado vem à nossa mente o que rotulamos como pior ou inaceitável, como o roubo, a traição e o assassinato. Outras sociedades também possuem suas compreensões do pecado em diferentes graus de intensidade. Entre os Konkombas de Gana o maior pecado é mentir. Entre vários indígenas da Amazônia é ser avarento, ou sovina, como se referem. É preciso, porém, observar que o pecado, mesmo não embutido de um simbolismo socialmente degradante, igualmente nos afasta de Deus. Facilmente censuramos a embriaguez, mas não confrontamos a gula. Apontamos para a falta de domínio próprio nas explosões físicas e verbais, mas convivemos pacificamente com a inveja. Iramos contra a corrupção pública, mas somos tolerantes com as trocas e a manipulação política na igreja.

Quando Paulo nos advertiu dizendo que a carne luta contra o Espírito e este contra a carne, enfatiza que não derrotaremos a carne lutando contra a carne. A carne será derrotada ao sermos cheios do Espírito (Gl 5.17). Isto não dilui a necessidade de estarmos alertas, pois somos encorajados a resistir ao pecado (1Co 10:13), visto que o pecado está à porta e a nós cumpre dominá-lo (Gn 4.7). Significa que os processos de transformação que contrariam a carne se darão pela presença e atuação do Espírito Santo em nossas vidas – e possivelmente uma das primeiras ações do Espírito é injetar repúdio ao pecado em nosso coração. O maior passo para uma vida íntegra e santa é sermos cheios do Espírito.

Homens maduros e com longo tempo de liderança do povo de Deus sistematicamente nos alertam para o cuidado com a vida devocional. Richard Cecil expressa que o principal defeito dos ministros cristãos está centrado na deficiência quanto ao hábito devocional. Edward Bounds, citando Robert Murray McCheyne em seu belo texto ‘Comece o dia em oração’ , alerta: “Eu sinto que é muito melhor começar com Deus – ver a Sua face primeiro, elevar a minha alma para junto do Senhor – antes de me aproximar dos outros”.

João Calvino, reformador e teólogo, registra nas ‘Institutas da religião cristã’ que “Nós não somos nossos, portanto não definamos nossos próprios planos e caminhos de acordo com a nossa vontade. Nós não somos nossos, portanto lutemos para esquecer de nós mesmos e de tudo o que é nosso. Somos de Deus, vivamos para Ele e morramos para Ele. Somos de Deus, assim deixemos que a Sua sabedoria guie nossas ações. Somos de Deus, portanto busquemos que o maior alvo de nossas vidas seja, em todas as coisas, irmos ao Seu encontro”.

Para os líderes cristãos uma das maiores barreiras para uma vida devocional é o próprio ministério. Por possuirmos um envolvimento integral com o ministério é fácil não termos tempo para a oração, leitura e reflexão pessoal e devocional na Palavra, pois estamos ocupados trabalhando para Ele. Tento manter minha mente dirigida pelo comentário de Jesus sobre Marta e Maria . O trabalho que Marta realizava era legítimo, valioso e honroso. Era para o Mestre. Ela desejava ter a casa arrumada e a comida pronta. Ela desejava servir a Jesus e o fazia com competência. Maria, porém, estava aos Seus pés e esta escolheu a melhor parte. O serviço que posso prestar para o Senhor jamais deve substituir minha vida com Ele e meu tempo com Ele. A melhor parte a que Jesus se refere não está ligada tão somente ao desejo do Mestre, mas sim à necessidade de Maria. Ela precisava estar aos Seus pés.

A melhor parte não é apenas um ritual que agrada a Deus, mas também um elemento que sacia a nossa alma e nos dá direção. Sem estarmos com Ele, o serviço eventualmente também perecerá. Teremos perdido a visão do alto, o rumo certo, as motivações bíblicas que antes estavam em nossos corações, a brandura no relacionamento, a paixão por Ele e pelos perdidos. Teremos, enfim, apenas uma casa bem arrumada, com uma mesa posta, bonita, e comida quente. E só.

Devemos lidar com o pecado tanto em uma esfera subjetiva, suas motivações e tendências, como de forma prática e objetiva. C. S. Lewis nos fala sobre o auto engano que interage com o pecado quando afirma que “um homem mediocremente mau sabe que não é muito bom; um homem inteiramente mau pensa que é justo ”. Expõe, assim, a mundana tendência de lidarmos com o pecado através de ilusões e fantasias, não da verdade.

Creio que boa parte dos problemas ligados à vida cristã, liderança e relacionamentos, são resultado de questões espirituais. Observando de longe percebe-se o conflito entre pessoas, a dificuldade em perdoar, a complexidade das demandas, a intolerância pessoal e os erros recorrentes. A raiz desses processos, porém, é espiritual. Não são consertados por livros de autoajuda ou pelo estudo das 20 regras para tornar-se um bom cristão. São coisas do coração. Boa parte dos conflitos que drenam nosso tempo e energia não aconteceriam se, na luta contra o pecado, tivéssemos uma vida devocional melhor – se estivéssemos aos Seus pés e não apenas arrumando a casa.

Ronaldo Lidório
Para mais notícias, acesse http://ronaldo.lidorio.com.br/wp/

A Palavra Que Sai da Boca de Deus

Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei (Is 55.11).

Todo cristão deveria desprezar ou evitar qualquer coisa que prejudique o seu conhecimento de Deus, que roube o seu prazer de orar e estudar a Bíblia e tudo que mate a sua vontade de servir a Deus. C.H. Spurgeon disse: “desviados começam com Bíblias empoeiradas e terminam com vestes sujas”. A sua vida cristã será um reflexo do valor que você dá a leitura bíblica devocional e diária.

Primeiro, ela sai da boca de Deus: “assim será a palavra que sair da minha boca”. O Deus que pensa é o Deus que fala. Ele verbaliza o que pensa para que possamos conhecer os seus pensamentos. Os seus pensamentos são diferentes e até se opõem aos nossos. Os homens não rejeitam a Bíblia porque ela se contradiz, mas porque ela os contradiz em seus erros e pecados. A Palavra de Deus é perfeita, poderosa e penetrante. Quando você ler a Bíblia, Deus fala com você. Segundo, ela não é inútil: “não voltará para mim vazia”. Toda palavra pronunciada por Deus produz efeitos e não retorna para Deus sem resultados. A Bíblia é útil para nos ensinar, corrigir e alimentar-nos. J. R. Miller diz: “um versículo da Bíblia pela manhã, pode tornar-se uma bênção para todo o dia. Ele pode cantar no coração como uma doce canção, desde a manhã até a noite. Pode tornar-se uma liturgia de oração em que a alma expressa as suas necessidades e anseios mais profundos, em meio labutas, lutas e preocupações”.

Terceiro, ela cumprirá um propósito: “mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei”. A palavra de Deus realiza a sua vontade e cumpre o propósito para o qual foi designada. Ele envia a sua palavra com propósitos variados e específicos: criar, restaurar, vivificar, salvar, curar e consolar. Deixe a Palavra de Deus encher sua mente, governar o seu coração e guiar a sua língua. Seja moldado, santificado e transformado pela Palavra de Deus. Apegue-se a esta promessa, ore e peça a Deus para abrir o seu coração.

Pr. Arival Dias Casimiro

A História do Lápis

O menino olhava a avó escrevendo uma carta.

A certa altura, perguntou:

– Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso é uma história sobre mim?

A avó parou de escrever a carta, sorriu, e comentou com o neto:

– Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.

– Mas ele é igual a todos os lápis que vi na vida!

– Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

Primeira Qualidade: Você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.

Segunda Qualidade: De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.

Terceira Qualidade: O lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mais algo importante para nos manter no caminho da justiça.

Quarta Qualidade: O que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas a grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.

Finalmente, a Quinta Qualidade do lápis: Ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação.

Sejamos a exemplo do lápis servos do Senhor, pois nosso testemunho sempre fala mais alto, mesmo quando estamos totalmente calados. Por isso irmãos sigamos o maior mandamento à nós legado; Amarás a Deus acima de todas as coisas, e a teu próximo, como a ti mesmo”. Que Deus continue a nos abençoar.

Contribuição Financeira tem a ver com devoção?

Numa época marcada por muitas falcatruas e desvio de verba, inclusive no cenário religioso, ficamos desacreditados quando ouvimos falar de doações, contribuições, dízimos e ofertas.

Alguns, inocentemente, ingenuamente, no afã de agradar a Deus, chegaram a dar quase tudo que possuíam para mercenários gananciosos que os iludiram com suas ludibriosas palavras aos incautos na fé.

De outro lado temos aqueles que “justificados por estes abusos”, e tão apegados aos seus recursos, negam prestar qualquer tipo de contribuição a quem que seja, excetuando, é claro, aos próprios interesses deles mesmos.

Em meio a tudo isso ouvimos a voz de Deus nos incitando a contribuir com nobres causas (Ef. 4.28; Pv 28.27) e a fazê-lo com desprendimento (Dt. 15.1-11) e satisfação, “pois Deus ama a quem dá com alegria!” (2ª Co 9.7).

Diante disso, ficamos a nos questionar: Qual o ensino bíblico correto e bem contextualizado sobre a contribuição financeira? O dízimo era coisa só do Antigo Testamento ou devemos obedecê-lo hoje? Como saber se não serei defraudado ao contribuir com determinada causa, e finalmente (e mais importante), como meu coração lida com o fato de ter que dar para outros aquilo que poderia ficar só para mim?

A principal coisa que precisamos considerar à luz das Escrituras, é que contribuição financeira na Igreja não tem a ver essencialmente com suprir necessidades, mas tem a ver com adoração no coração.

Não devemos contribuir simplesmente porque existe uma demanda, uma necessidade, um desafio de aquisição. Essas coisas podem existir ou não, mas independentemente disso, dar coisas reflete não apenas desprendimento mas veneração, devoção, culto.

A primeira vez que aparece na Bíblia a palavra oferta é exatamente quando aparece o primeiro registro de adoração a Yahweh (Gn 4).

Nos é dito que, “no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o SENHOR de Abel e de sua oferta; ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou” (Gn 4.3-5).

É num contexto de adoração a Yahweh que Abel oferecem mais excelente sacrifício (culto) do que Caim (Hb 11.4), sendo aprovado por Deus quanto às suas ofertas.

Deus se agradou (Gn 4.4), afinal o culto é para Deus. Ele deve ser adorado e glorificado. Ele é quem deve ser agradado. A contribuição foi aceita, porque a adoração foi aceita. Deus se agradou de Abel e depois da sua oferta. A fé de Abel o levou a agir assim. Contribuição financeira tem a ver com adoração.

Deus vê a motivação do adorador. Deus vê o coração (1 Sm 16.7). Deus sabe se a contribuição é sincera ou apenas para chamar a atenção dos outros (Mt 6.2-7). Deus sabe se o coração está compungido e contrito, ou se está distante Dele (Is 29.13). Deus procura verdadeiros adoradores (Jo 4.23) e sabe que eles adorarão em espírito e em verdade (Jo 4.24). E eles não se apresentam diante de Deus de qualquer forma (Dt. 12), nem de mãos vazias (Dt. 16.16).

Mesmo diante de grande pobreza vemos grande generosidade no verdadeiro adorador, como acontecem com os crentes da Macedônia, que “da sua profunda pobreza superabundou grande riqueza de sua generosidade” (2 Co 8.2). A questão não é se contribui com muito ou com pouco, mas a atitude do coração.

A forma como lidamos com nosso dinheiro revela quem manda em nosso coração. A mesquinhez reflete um coração ganancioso, egoísta, infiel e temeroso que não confia no Deus que lhe deu tudo (1Cr 29.10-18) e por isso precisa guardar para ter certeza que não vai faltar! Falta-lhe fé: Confiança no Deus provedor. Pois, pela fé Abel ofereceu… Veja que a fé leva a adoração, e toda adoração traz consigo uma oferta.

Cristo e sua obra na Cruz certamente é a oferta perfeita que nos torna aceitos diante de Deus. Mas isso não vai dispensar o cristão de oferecer a Deus sua adoração. Na verdade, o ponto aqui é: Cristo deu sua vida por nós e agora, como fruto de gratidão por tão grande salvação graciosa, rendemos a Ele nossa adoração. Não adoramos para ser aceitos. Somos aceitos diante de Deus através de Cristo, por isso o adoramos.

Ao nos rendermos em adoração verdadeira e sincera diante do Pai, oferecemos-lhe nossos louvores, nossa vida, nossos dons e também nossos recursos. Tudo que temos e somos vem Dele. A Ele devolvemos, em gratidão por tudo que Ele fez e fará.

O nosso desprendimento em entregar dízimos e ofertas é um reflexo claro de que entendemos a obra de Cristo na Cruz e uma expressão verdadeira de gratidão por aquilo que recebemos.

A fidelidade em contribuir, a generosidade em ajudar, o desprendimento em ofertar, pode revelar um coração genuíno de adorador como de Abel, “que mesmo depois de morto ainda fala” (Hb 11.4) e nos conclama a seguir os mesmos passos, oferecendo os nossos bens a Deus como expressão da nossa devoção. Contribuir tem tudo a ver com nossa devoção! Como você tem contribuído para o Reino de Deus?

Fonte: Rev. Daniel Alves – ipb.org.br

Levando Deus a Sério

“Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava todos os dias os que iam sendo salvos” (Atos 2:46,47).

Estima-se que existam no mundo mais de quinhentos milhões de cristãos praticantes. Mas a igreja não existiria hoje se não fosse por um pequeno gru-po de discípulos que escolheram seguir a Cristo no passado. Para esses pri-meiros cristãos, as coisas de Deus não eram encaradas como se fosse “mais uma coisa”, e sim como a prioridade de suas vidas!

Esses primeiros cristãos realmente levavam a sério a igreja. “Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo”. Por isso faça essa reflexão: vo-cê é um crente relaxado na oração e leitura da Palavra? Fica irritado quando o pregador fala dez minutos a mais do que estava programado? O máximo que você faz na semana é ir aos cultos de domingo? Se as suas respostas foram “sim”, saiba que você está muito longe de levar Deus a sério como eles levaram!

O que você acha que atraía essas pessoas tantas vezes à igreja? As músi-cas do ministério de louvor? As programações especiais voltadas para as mulheres, homens ou mocidade? Os “comes e bebes” servidos após as reu-niões de oração? Será que eles tinham mais tempo disponível e menos res-ponsabilidades do que temos hoje? Certamente que não! A vida daquelas pessoas era muito mais dura do que a nossa e eles enfrentavam grandes perseguições.

No entanto, o encontro que eles tiveram com Jesus fez com que as coisas de Deus se tornassem a sua prioridade. Eles tinham fome e sede da Palavra e se reuniam na presença do Senhor crendo na promessa deixada por Je-sus: “Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles” (Mateus 18:20).

Para levar Deus a sério é preciso se envolver regularmente com os outros cristãos. Deve-se buscar a presença de Deus juntos, ouvir a Palavra juntos e encorajar um ao outro (leia Hebreus 10:25). Se você realmente quer levar Deus a sério, participe mais da comunhão com os irmãos, pois quando a Igreja se reúne, “ali o Senhor concede a bênção da vida para sem-pre” (Salmos 133:3).

Reverendo Antônio Junior

Segunda Igreja Presbiteriana de Rio Claro – Ontem, Hoje e Amanhã

No mês de junho o conselho de nossa igreja se reuniu com o propósito de diagnosticar e planejar os próximos 2 anos de nossa igreja; Constatamos um crescimento consideravel em várias áreas, como também alguns problemas que precisam de cuidado.

Dentre vários assuntos o conselho estabeleceu uma visão para a Segunda Igreja que deve nortear todos os departamentos de nossa comunidade.

Como igreja nosso objetivo passa por cinco áreas; queremos ser:
1- Uma Igreja Bíblica – Não abrimos mão daquilo que a palavra de Deus nos ensina, somente ela é a nossa única regra de fé e prática.
2- Uma Igreja Contemporânea – Queremos dialogar com a nossa cultu-ra, sem perder a essência da palavra.
3- Uma Igreja Acolhedora – Um cuidando do outro
4- Uma Igreja Generosa – Contribuindo com o Reino.
5- Uma Igreja Participativa – Há começar em mim; quero estar presente e escrevendo a história da nossa comunidade com os meus dons e recursos.

Os Dois Irmãos

Eram dois irmãos; um solteiro e um casado. O casado possuía muitos filhos. Os dois com-praram uma fazenda e resolveram administrá-la em regime de sociedade. Concordaram que plantariam e colheriam, dividindo entre si os produtos da terra, metade para cada um, embora cada um tivesse o seu próprio celeiro.

Os negócios iam bem. Mas um dia o solteiro pensou: “Não é justo que meu irmão e eu dividamos igualmente os frutos, porque sua família é numerosa; é muita gente para ser alimentada, ao passo que eu só tenho a mim mesmo para alimentar. farei o seguinte: Todas as noites irei ao meu celeiro, apanharei um saco de grãos e o levarei em sigilo ao celeiro do meu irmão”. E, de fato, começou a fazer exatamente assim: tarde da noite, o irmão solteiro punha às costas um saco de grãos e cuidadosamente o transportava até o celeiro de seu irmão.

Por sua vez, o irmão casado também pensou: “Não é justo que meu irmão solteiro e eu dividamos igualmente os frutos da nossa colheita; eu tenho muitos filhos, de modo que, no futuro, quando eu for bem idoso e as forças me faltarem, eles irão certamente me sustentar. Mas meu irmão não tem ninguém por ele. E quando ele for velho, quem o sus-tentará? Farei o seguinte: Todas as noites irei ao meu celeiro, apanharei um saco de grãos e o levarei em sigilo ao celeiro do meu irmão”. Assim pensou, assim começou a fa-zer.

Todos os dias pelas manhãs os dois irmãos ficavam admirados com o fato de que, mesmo levando um saco para o celeiro de seu irmão, o estoque de cada um não diminuía.

Uma noite, porém, os dois irmãos se encontraram bem no meio do caminho entre os dois celeiros, cada um com um saco nas costas. Compreenderam finalmente porque o es-toque de cada um não diminuía. Surpresos, felizes, de pronto jogaram ao chão os sacos e abraçaram-se demoradamente.

Esta história nos vem do riquíssimo folclore judaico. Contam os Judeus que Deus olhou lá do céu e flagrou aqueles dois irmãos assim abraçados; e Deus teria dito: “Este é um lugar santo porque flagrei aí um amor extraordinário”. Acrescentam ainda os judeus que foi nesse lugar que, mais tarde, Salomão viria a construir o templo.

“Nós amamos por que Ele (Jesus) nos amou primeiro”. 1 João 4.19.

Nesta semana experimente exercitar o amor que Jesus já gerou em seu coração. Seja prático, faça, estenda a mão ao próximo, esta é uma tremenda semeadura. O Salmo 41.1 diz: “Bem-aventurado é aquele que atende ao pobre; o Senhor o livrará no dia do mal.” Ao exercitar o amor estendendo a mão ao próximo, você estará unindo a sua fé às obras. E isto é agradável diante de Deus.

“Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta”. Tiago 2.26.

O que diz o breve Catecismo de Westmnister sobre sacramentos?

PERGUNTA 92. Que é um sacramento?
R. Um sacramento é uma santa ordenança, instituída por Cristo, na qual, por sinais sensíveis, Cristo e as bênçãos do novo pacto são representadas, seladas e aplicadas aos crentes. Ref. Mt 26.26-28; 28.19; Rm 4.11.

PERGUNTA 93. Quais são os sacramentos do Novo Testamento?
R. Os sacramentos do Novo Testamento são o Batismo e a Ceia do Senhor. Ref. At 10.47-48; 1Co 11.23-26.

PERGUNTA 94. Que é o Batismo?
R. O Batismo é o sacramento no qual o lavar com água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo significa e sela a nossa união com Cristo, a participação das bênçãos do pacto da graça, e a promessa de pertencermos ao Senhor. Ref. Mt 28.19; Jo 3.5; Rm 6.1-11; Gl 3.27.

PERGUNTA 95. A quem deve ser ministrado o Batismo?
R. O Batismo não deve ser ministrado àqueles que estão fora da igreja visível, enquanto não professarem sua fé em Cristo e obediência a Ele; mas os filhos daqueles que são membros da igreja visível devem ser batizados. Ref. At 18.8; Gn 17.7-14; At 2.38-39; 1Co 7.14.

PERGUNTA 96. O que é a Ceia do Senhor?
R. A Ceia do Senhor é o sacramento no qual, dando-se e recebendo-se pão e vinho, conforme a instituição de Cristo, se anuncia a sua morte, e aqueles que participam dignamente tornam-se, não de uma maneira corporal e carnal, mas pela fé, participantes do seu corpo e do seu sangue, com todas as suas bênçãos para o seu alimento espiritual e crescimento em graça. Ref. 1Co 11.23-26; At 3.21; 1Co 10.16.

PERGUNTA 97. Que se exige para participar dignamente da Ceia do Senhor?
R. Exige-se daqueles que desejam participar dignamente da Ceia do Senhor que se examine sobre o seu conhecimento em discernir o corpo do Senhor, sobre a sua fé para se alimentarem dele, sobre o seu arrependimento, amor e nova obediência; para não suceder que, vindo indignamente, comam e bebam para si a condenação. Ref. 1Co 11.27; 31-32; Rm 6.17-18.

Informativo do Mês de Março de 2016 – Ano: 65

Igreja Presbiteriana e Presbitério de Rio Claro

Conforme diz a nossa Constituição em seus três primeiros artigos, a Igreja Presbiteriana do Brasil é uma federação de igrejas locais que adota a Bíblia Sagrada como única regra de fé e prática e tem por finalidades precípuas prestar culto a Deus, em espírito e verdade, pregar e viver integralmente o evangelho. Nossa igreja exerce o seu governo por meio de Concílios e indivíduos, regularmente instalados, cujo poder é espiritual e administrativo, residindo na corporação com o objetivo, conforme a Confissão de Fé de Westminster, de promover melhor governo e maior edificação da Igreja, com a competência de decidir ministerialmente controvérsias quanto à fé e casos de consciência, determinar regras e disposições para a melhor direção do culto público de Deus e governo da sua Igreja. A Igreja Presbiteriana do Brasil possui quatro Concílios, os quais existindo em ordem ascendente são Assembleias constituídas de Ministros e Presbíteros regentes, que guardam em si governo e disciplina sob forma de autoridade, a saber: O Conselho é formado de Ministros (Presbíteros docentes) e Presbíteros regentes e exerce jurisdição sobre a Igreja local; o Presbitério é formado de Ministros (membros natos) e Presbíteros regentes (representantes das Igrejas locais jurisdicionadas) e exerce jurisdição sobre os Ministros e Conselhos de uma determinada região; o Sínodo é formado de Ministros e Presbíteros regentes (representantes dos Presbitérios da uma região) e exerce jurisdição sobre três ou mais Presbitérios, e; o Supremo Concílio, que é a Assembleia Geral da IPB, é formado de Ministros e Presbíteros regentes (representantes – deputados – dos Presbitérios de todo o País) e exerce jurisdição sobre todos os Concílios.

As igrejas que formam nosso Presbitério são: Primeira Igreja Presbiteriana de Rio Claro, pastoreada pelos Reverendos José Geral do de Souza e Cloriovaldo, Segunda Igreja Presbiteriana de Rio Claro pastoreada pelos Reverendos Wagner dos Santos, José Eugênio de Claudio e Silas Tcherne, Terceira Igreja pastoreada pelo Reverendo Samuel de Paula Junior, Igreja Presbiteriana de Batovi pastoreada pelo Reverendo Lélio Weissmann Junior, Igreja Presbiteriana do Centenário pastoreada pelo Reverendo Anderson Duarte; Igreja Presbiteriana Kairos pastoreada pelo Reverendo Jeferson Costa; Igreja Presbiteriana dos Jardins pastoreada pelo Reverendo Caleb Matos, Igreja Presbiteriana dos Bosques pastoreada pelo Reverendo Ailton Lemes Jr; Sexta Igreja Presbiteriana pastoreada pelo Reverendo Vagner Salomão; Além dessas Igrejas em Rio Claro ainda temos a Igreja Presbiteriana de São Pedro pastoreada pelos Reverendos Guilherme Praxedes e Eliton, Igreja Presbiteriana em Boa Vista do Jacaré pastoreada pelo Reverendo Samuel Sobrinho e a Igreja Presbiteriana Betesda pastoreada pelo Reverendo Cassio; Em Santa Gertrudes temos a Igreja Presbiteriana de Santa Gertrudes pastoreada pelo Reverendo Clemilton Melo e a Igreja Presbiteriana do Bairro Jardim Jequitibás pastoreada pelo Reverendo Norivaldo. Temos ainda as congregações do Jardim Azul, Itirapina, Restauração (Novo Wenzel) e os pontos de pregação em Corumbataí e Águas de São Pedro. A diretoria de Nosso Presbitério tem como Presidente o Reverendo Wagner dos Santos, Vice Reverendo José Geraldo de Souza, primeiro secretário Reverendo Anderson Duarte, Segundo Secretário Reverendo Ailton Lemes, Secretário executivo Reverendo Guilherme Praxedes e Tesoureiro o Pb Gilson Isler.

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