-Mensagens

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Informativo do Mês de Janeiro de 2016 – Ano: 65
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A origem da Coroa de Advento
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Adoção, Ato Deliberado de Amor
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Olhos abertos e ouvidos atentos
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O fator tempo!
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Primavera
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Desafio a Viver a Vida Eterna
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Sob a sombra do Altíssimo
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Pregando a Cristo
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Correndo…

Informativo do Mês de Janeiro de 2016 – Ano: 65

O ano de 2016 é o ano do cuidado; atitude essa comigo no âmbito físico, espiritual e emocional. Com o meu próximo e também com a minha igreja.

O livro de João foi escrito originalmente em grego. No grego, há quatro palavras dife-rentes que são traduzidas pela palavra amor, e são conhecidas como Ágape, Fileo, Stergo e Eros.

Agapé é considerar com reverência, admirar por algum bem, amar de modo mais elevado. No grego clássico significava saudar afetuosamente. Fileo é olhar para al-guém com afetuosa consideração, ter afeição, amizade, gostar de; podendo até ser traduzido por acariciar, beijar. Pode ser usado para o amor entre o marido e esposa. No Novo Testamento fileo é usado para expressar o amor de pai e mãe e de filho e de filha (Mateus 10:37). É usado para o amor de Jesus por Lázaro (João 11:3,36) e uma vez é usado para o amor de Jesus pelo discípulo amado (João 20:2).

Stergo é um verbo que está mais relacionado com afeição familiar. Seria traduzido com propriedade para o português por amar com ternura, suportar. Seu uso mais normal é descrever o amor entre cônjuges, e entre pais e filhos.

Eros – usado principalmente para o amor entre os sexos. Tanto em grego como os derivados em português (erotismo, erótico) nos evidenciam que este verbo adquiriu uma conotação pejorativa. A nossa palavra amante expressa esta ideia decadente do vocabulário”. (Pedro Apolinário, Explicação de Textos Difíceis da Bíblia (adaptado) p. 396 e 397.)

Quando Jesus pergunta para Pedro se ele o ama, Jesus usa Agapê , querendo saber se Pedro é capaz de amá-lo com todo o seu coração, de forma profunda e incondicio-nal. Contudo, Pedro responde que o ama com o verbo Phileo, ou seja, Pedro o amava de forma incompleta.

Lembra-se quando Pedro negou a Jesus antes da crucificação? Pedro tinha dito a Jesus que jamais o negaria, mas na hora H, ele falhou. A Bíblia relata que Pedro cho-rou amargamente depois disso.

No capítulo de João, onde Cristo tem esta conversa com Pedro, Jesus faz a mesma pergunta três vezes, para que Pedro refletisse na resposta que estava dando, e reco-nhecesse que não podia ser fiel a Deus sem a ajuda de Cristo.

Mas algo surpreendente ocorre na terceira vez que Jesus pergunta a Pedro “você me ama?” (João 21:17) Jesus agora usa a expressão phileo. Dando a entender que Jesus aceita o amor de Pedro por ele, mesmo sendo limitado pela fragilidade humana.

Tanto é assim que na terceira vez, Pedro responde: “Senhor, tu sabes que eu te amo (Phileo)”. É um amor imperfeito, que necessita da graça de Deus para se tornar Aga-pê, mas é o que Pedro tinha para oferecer a Jesus, tendo fé de que seria transforma-do pela graça de Deus.

O que é maravilhoso é que Jesus aceita este amor imperfeito que Pedro e todos nós temos para com ele. Mais que isso: Jesus nos convida a sermos Seus colaboradores em servir a humanidade. Ele diz à Pedro: “Apascenta as minhas ovelhas”. (João 21:17)

A origem da Coroa de Advento

Hoje, na Alemanha, a Coroa de Advento está dentro de Igrejas, de escolas e até de residências particulares. É impossível se imaginar os festejos de Advento sem a presença da referida e suas quatro velas queimando durante os 24 dias. Pois andei pesquisando a respeito. A Coroa de Advento não é antiga. Ela foi concebida em Hamburgo, há mais de cem anos. Havia muitas crianças órfãs naquela cidade portuária. Meninas e meninos sem teto que perambulavam pelas ruas pedindo esmolas. Conhecemos este “filme”.

As coisas não precisam ser sempre assim. Um pastor evangélico luterano morava naquela cidade. Seu coração pulsava por aquelas meninas e por aqueles meninos “sem eira nem beira”. Mexe daqui, puxa dali, ele construiu uma enorme casa onde passou a abrigar o máximo possível de crianças de rua. Naquela casa o povo miúdo tinha espaço para dormir e fazer suas refeições. Mais do que isso: tinha a chance de aprender uma profissão. Muitos saíram dali formados como sapateiros, desenhistas, costureiras e até jardineiros. A idéia era que, assim, não precisariam mais perambular pelas ruas pedindo esmolas, uma vez que juntavam seus próprios dinheiros a partir do suor do seu rosto.

Foi assim que, em 1833, nasceu a “Rauhes Haus” (Casa Rústica). O pastor visionário chamava-se Johann Heinrich Wichern (*1808 +1881). Todo ano ele celebrava o tempo de Advento com meditações, cânticos e reflexões que enfocavam este tempo bonito que antecede o Natal. Para contextualizar aqueles momentos o pastor Wichern pendurou uma roda velha, dessas que ainda hoje se vê em carroças, no teto na “Casa” que dirigia. No primeiro domingo de Advento colocou a primeira grande vela a queimar sobre a roda. Depois, nos seis dias seguintes, seis velas pequenas. Daí, no segundo domingo de Advento, novamente a segunda vela grande… Um dia antes do Natal queimavam 24 velas referida roda.

Corria o ano de 1840. As meninas e os meninos que moravam na referida casa gostavam muito daqueles encontros. A roda ia iluminando mais e mais a sala, a medida que o Natal se aproximava. Cada vela tinha o seu significado. Foram eles, as meninas e os meninos, que “batizaram” aquele tempo de “Meditação das Velas”. Passaram-se dois anos e aquela pequena Comunidade decidiu enfeitar a roda iluminada com ramos de pinheiro (sinal de vida). Foi assim que nasceu a primeira Coroa de Advento dentro da Igreja Luterana.

Muitas pessoas que visitavam a “Rauhes Haus” achavam aquele símbolo muito significativo. Como nas suas moradias particulares não havia muito espaço para uma Coroa de Advento com 24 velas, optaram por uma menor com quatro, uma para cada domingo. Viva o Advento, esse tempo no qual nos preparamos para receber a visita que vem: Jesus Cristo!

P. Renato Luiz Becker

Adoção, Ato Deliberado de Amor

“Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus…” 1Jo 3.1

A adoção é um ato deliberado de amor. É amar quem não foi gerado no ventre, mas gestado no coração. É escolher o filho de outrem para tornar-se seu próprio filho e também seu herdeiro. Três verdades merecem ser destacadas aqui. Primeiro, a adoção é um ato de amor eletivo. No plano humano pode existir um filho natural sem planejamento, mas nunca um filho adotivo. Um filho natural pode nascer sem ser planejado e sem ser, até mesmo desejado, mas a adoção de um filho é sempre uma escolha livre e deliberada de amor. Deus também nos amou de antemão, nos escolheu soberanamente e nos fez membros de sua família. Segundo, pela adoção recebemos um novo nome. O filho adotivo recebe o nome de sua nova família. Recebe o sobrenome de seu pai. Torna-se filho de fato, com todos os direitos, privilé- gios e responsabilidades. Assim, também, com respeito à nossa adoção espiritual. Tornamo-nos filhos de Deus, transferidos da família da escravidão para a família bendita da liberdade. Terceiro, pela adoção tornamo-nos herdeiros legítimos de nosso pai. Um filho adotivo é herdeiro legítimo de seu pai. De igual forma, toda a riqueza de nosso Pai Celeste nos pertence. Somos herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo. Na verdade, somos o povo mais rico da terra e mais feliz do mundo.

Fonte: Devocionário Cada Dia – Hernandes Dias Lopes

 

Olhos abertos e ouvidos atentos

“Eis que és formosa, ó querida minha, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas” Ct 1.15

Os estudiosos dizem que os homens são atraídos pelo que veem e as mulheres pelo que ouvem. Os olhos masculinos estão sempre abertos e os ouvidos femininos sempre atentos. Portanto, dois cuidados precisam ser tomados. O primeiro deles é que a mulher precisa ser mais cuidadosa com a sua aparência. É um ledo engano a esposa pensar que seu marido nunca será atraído por outra mulher. É um mito pensar que o amor não requer constante conquista. Uma mulher sábia cuida de sua aparência. Uma mulher perspicaz veste-se com elegância, a ponto de sempre ser admirada e desejada pelo seu marido. Descuidar-se da aparência é incorrer num grave erro. É expor o marido a uma perigosa armadilha e o casamento a um iminente desastre. O segundo ponto é que o homem precisa ser mais cuidadoso com suas palavras. Nada machuca mais uma mulher do que seu marido tratá-la com grosseria. Nada sufoca mais o romantismo no coração da mulher do que um marido casca grossa e rude no trato. Um homem sábio investe na comunicação, é pródigo nos elogios e cauteloso nas críticas. Suas palavras destilam mel e trazem doçura para a alma da sua esposa. Cabe ao marido amar a esposa e, quando ele assim o faz, semeia no seu próprio canteiro e colhe os frutos doces de sua própria semeadura bendita.

Fonte: Devocionário Cada Dia – Hernandes Dias Lopes

O fator tempo!

1- Sejamos donos do tempo e não seus escravos:
“Não pude ir ali” ou “não pude fazer aquilo porque não tive tempo”, “ando meio sem tempo” ou (muito humildemente como quem suplica um favor ao próprio tempo) “vou tentar arranjar um tempinho”. Tais frases se constituem em nossa desculpa preferida para não ir, não fazer, não viver. “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” – (EC 3:1). Tal constatação do escritor sagrado coloca por terra todas as nos-sas racionalizações. Mas para levar a cabo tamanha verdade, é preciso que se considere duas coisas:
Devemos ter o controle do tempo e não o contrário. Não podemos ser le-vados pela maré dos compromissos, nem pela enxurrada do ativismo. O princípio bíblico pretende definir quem manda em quem. Devemos organizar o tempo “há tempo para todo propósito…” desde que nos organizemos, fazendo a lista das prioridades, indo do primordial até ao menos essencial.

2- Economizemos o tempo gastando-o:
O problema da falta de tempo é como o da falta de dinheiro. O dinheiro deve ser bem administrado, executando-se os investimentos corretos e fazendo-se eventuais economias para suprir em ocasiões difíceis. “No entanto, com o tempo, não se pode fazer poupança, como alguém que raciocine da seguinte maneira: não vou fazer isso para guardar um pouco de tempo para depois”. Sua marcha inexorável não permite. Assim, sua melhor economia é o investimento.

3- Vivamos no tempo, mas com a dimensão da eternidade:
Falar insistentemente no Krónos que se escoa rapidamente sem mencionar o Kairós que atualiza a eternidade de Deus é sugerir o desespero. “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim.” – (EC 3:11). Na opção de servir a Deus não ganhamos propriamente uma sobrevida humana. O nosso homem exterior continua se desgastando moralmente; mas o nosso homem interior, a sede do nosso ser, a essência da nossa vida se renova dia a dia, porque a nossa perspectiva é o invisível e eternal. E mais do que palavras de consolo para dias que tão velozmente correm, esta é a mensagem para sermos bons mordomos da vida e do tempo, para a glória de Deus.

Primavera

“O inverno já foi, a chuva passou, e as flores aprecem nos campos. É tempo de cantar” (Cântico dos Cânticos 2.11-12). O inverno no sul do Brasil é muito rigoroso. A maioria dos habitantes daquela região deseja que ele passe logo todo ano. Há pessoas que se desanimam, achando que a primavera demora a chegar. Mas a estação do brotamento, dos botões e das flores chega a cada ano e acaba com a ansiedade não só dos sulinos, mas de todos nós.

A primavera traz sempre os dias claros, iluminados pelo sol. Nela pode-se ouvir o gorjeio festivo dos pássaros em cada manhã e, também, a vida nova das diversas flores multicoloridas. Começou a terceira estação do ano em nossa pátria amada. O clima da alegria primaveril toma conta de todos, grandes e pequenos. O frio não mais castigará grande parte das nossas plantações.

Um dos símbolos significativos do inverno é a aflição, a angústia. O tempo de aflições nos parece sempre delongado. Ele produz em nós a sensação de que nunca chegará ao fim. Alexander MacLaren (1826-1910), pastor escocês, o “príncipe dos pregadores expositivos” disse que “nenhuma flor nasce no paraíso que não tenha sido plantada no Getsêmani, lugar da profunda angústia de Jesus antes de ir à cruz”. A alegria efetiva da pessoa salva por Cristo emerge em meio às aflições, nas quais nos gloriamos, conforme disse o apóstolo Paulo aos cristãos romanos (Ro-manos 5.3).

Dias promissores chegaram com a primavera. Tempo oportuno para semear. Deus tem bênçãos maravilhosas para todos nós, que virão à semelhança da linda primavera. E depois ainda virá o verão, também com grande força vegetativa. É tempo de cantar! As flores já exalam seu perfume. Há esperança! Esperemos “em plena certeza de fé” que o Senhor Jesus mande essa estação à nossa vida apesar de quaisquer invernos em que nos achamos. Jesus nos ensina que no mundo temos muitas aflições, mas podemos ter bom ânimo porque ele venceu o mundo (Jó 16.33). Depois do inverno vem, certamente, a primavera. Depois da aflição vem, sem dúvida, o conforto de Deus.

Rev. Raul Hamilton de Souza

Desafio a Viver a Vida Eterna

“Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem tu enviaste.” Jo 17.3

Você já pensou que, no momento em que você aceita a Cristo como seu Salvador, começa a viver a vida eterna? Vida eterna não é somente a vida após a morte. É a vida do eterno Deus em nós. Isso é ser amigo de Deus, andar com ele dia a dia. É viver com o Eterno num estreito relacionamento que transforma diariamente nosso viver e impacta a vida daqueles que estão ao nosso redor, pois cada vez mais nos tornamos parecidos com ele, refltindo a sua imagem.

O pastor e escritor Rick Warren, em seu livro bastante conhecido Uma vida com propósito, faz um interessante comentário: “Para fazer o melhor uso da sua vida, você nunca deve se esquecer de duas verdades: primeiro, comparada com a eternidade, a vida é extremamente breve. Segundo, a terra é somente uma residência temporária. Você não fiará aqui por muito tempo. Então, não se apegue muito… Este não é o seu lar permanente ou o destino fial. Você está só passeando, apenas visitando a terra.”

Devemos pedir ao Pai que ele mesmo coloque em nosso coração tanto prazer em andar com ele no nosso dia a dia, em todas as decisões que tivermos que tomar, que nos sintamos sempre preparados para nos encontrar com o Senhor no céu.

Fonte: Devocionário Cada Dia – Eleny Vassão de Paula Aitken

Sob a sombra do Altíssimo

Sentimos o desejo de enfatizar com alegria “maior” , o nosso tão querido e confortador salmo 91. É certo que em momentos de maior angustia, tristeza, solidão, perigo, o fraquejar da fé, ou em outros momentos difíceis de nossa vida, corremos e nos agarramos às promessas do Salmo 91. É certo que encontramos conforto, renovamos nossas forças, lembramo-nos do Pai Criador que não nos abandona, mesmo nas nossas fraquezas, Ele ali está presente. Sabemos que o Rei Davi assim esteve em tristes e perigosos momentos de sua vida, Davi buscou a presença Deus e venceu!

Assim voltando um pouco na história, sentimos a presença do Altíssimo caminhando com tudo que sabemos é Seu Deus presente! Como um leão agarrado a sua presa, Deus, O Eterno Pai bondoso. Deus é a fonte e o alvo da história, enquanto que o homem é insignificante no tempo e no espaço. A miséria do homem pecaminoso perante a face do Juiz e Guia do mundo. Quando tremendo, enfrentar a morte sem a esperança em Cristo (Rm. 8: 24). O desejo de tomar parte no plano eterno de Deus, de ser coparticipante da natureza divina, em felicidade e em poder, nossa gratidão deve transbordar em alegria, louvor e obediência, pela imortalidade que temos pela fé em Cristo (Jo. 11: 25).

Amados nosso intróito, nos leva em “emoção” a exaltar em todo momento O Criador, pois assim é que nos sentimos fortalecidos pelas promessas do Pai eterno, Maravilhoso, Rei dos Reis. Nosso intuito de enfatizar o Salmo 91, nos levar ao auge da alegria e renova a cada momento nossa fé, por alegria Deste que é o nosso Esteio e direção.

Voltando ao Salmo 91, este, tem nome e endereço, é aplicável àqueles que têm fé no Senhor que vivem em comunhão com Deus (“habitam”) e confiam nEle para orientação e consolo. A situação histórica parece ser os quarenta anos que o povo de Israel ficou no deserto. Esconderijo – o lugar íntimo da oração, da comunhão do indivíduo com Deus, (cf Êx 12), há referências nestes versículos à situação da noite da primeira páscoa.

Penas… Asas. Compare a exclamação do Senhor Jesus Cristo: “Jerusalém. Jerusalém!” Que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não quisestes!” (Mt. 23: 37).

A promessa feita aos fiéis é supremamente aplicável ao Filho: Satanás quis torcer este versículo, separando-o do contexto da fé total exprimida nos vv. 1 e 9 ( Mt. 4: 6-7). O motivo e o galardão da vida religiosa é o apegar-se a Deus com amor, nisto jaz a vida eterna, conhecer Deus em amor (Jo. 17: 3). A resposta à oração nem sempre é a concessão das cousas que pedimos. O Apóstolo Paulo pediu uma cura, recebeu algo melhor: uma aproximação do Senhor pela Sua graça (2º Co 12: 7-10).

É impossível acontecer qualquer mal àquele que pertence ao Senhor; as mais esmagadoras calamidades nada mais fazem do que encurtar a peregrinação do crente e aproximá-lo do seu galardão. As dificuldades são bênçãos numa forma oculta. As perdas o enriquecem, a doença lhe é um remédio, o desprezo do mundo é a sua glória, a morte lhe é a porta do céu. Amados nos fortalecendo de tão “belas promessas”, como diz os versículos sete e oito “Caiam mil ao teu lado, e dez mil à tua direita; tu não serás atingido”. Somente com os teus olhos contemplaras, e verás o castigo dos ímpios. Façamos nosso Deus Altíssimo a nossa moradia diária e eterna. Saciá-lo-ei com longevidade, e lhe mostrarei a minha salvação. Amados como é bom estarmos bem pertinho do Senhor e Seu “amor infindável”.
Amém.

PELOS LAÇOS DA CRUZ DE CRISTO
Diácono Rilvan Stutz
Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro

Pregando a Cristo

A igreja do século XXI enfrenta muitas crises. Uma das mais sérias é a crise de pregação. Filosofias de pregação amplamente diversas competem por aceitação no clero contemporâneo. Alguns veem o sermão como um discurso informal; outros, como um estímulo para saúde psicológica; outros, como um comentário sobre política contemporânea. Mas alguns ainda veem a exposição da Escritura Sagrada como um ingrediente necessário ao ofício de pregar.

À luz desses pontos de vista, sempre é proveitoso ir ao Novo Testamento para procurar ou determinar o método e a mensagem da pregação apostólica apresentados no relato bíblico.

Em primeira instância, temos de distinguir entre dois tipos de pregação. A primeira tem sido chamada kerygma; a segunda,didache. Esta distinção se refere à diferença entre proclamação (kerygma) e ensino ou instrução (didache).

Parece que a estratégia da igreja apostólica era ganhar convertidos por meio da proclamação do evangelho. Uma vez que as pessoas respondiam ao evangelho, eram batizadas e recebidas na igreja visível. Elas se colocavam sob uma exposição regular e sistemática do ensino do apóstolos, por meio de pregação regular (homilias) e em grupos específicos de instrução catequética.

Na evangelização inicial da comunidade gentílica, os apóstolos não entraram em grandes detalhes sobre a história redentora no Antigo Testamento. Tal conhecimento era pressuposto entre os ouvintes judeus, mas não era argumentado entre os gentios. No entanto, mesmo para os ouvintes judeus, a ênfase central da pregação evangelística estava no anúncio de que o Messias já viera e inaugurara o reino de Deus.

Se tomássemos tempo para examinar os sermões dos apóstolos registrados no livro de Atos dos Apóstolos, veríamos neles uma estrutura comum e familiar. Nesta análise, podemos discernir a kerygma apostólica, a proclamação básica do evangelho. Nesta kerygma, o foco da pregação era a pessoa e a obra de Jesus. O próprio evangelho era chamado o evangelho de Jesus Cristo. O evangelho é sobre Jesus. Envolve a proclamação e a declaração do que Cristo realizou em sua vida, em sua morte e em sua ressurreição. Depois de serem pregados os detalhes da morte, da ressurreição e da ascensão de Jesus para a direita do Pai, os apóstolos chamavam as pessoas a se convertem a Cristo – a se arrependerem de seus pecados e receberem a Cristo, pela fé.

Quando procuramos inferir destes exemplos como a igreja apostólica realizou a evangelização, temos de perguntar: o que é apropriado para transferirmos os princípios da pregação apostólica para a igreja contemporânea? Algumas igrejas acreditam que é imprescindível o pastor pregar o evangelho ou comunicar a kerygma em todo sermão que ele pregar. Essa opinião vê a ênfase da pregação no domingo de manhã como uma ênfase de evangelização, de proclamação do evangelho. Hoje, muitos pregadores dizem que estão pregando o evangelho com regularidade, quando em alguns casos nunca pregaram o evangelho, de modo algum. O que eles chamam de evangelho não é a mensagem a respeito da pessoa e da obra de Cristo e de como sua obra consumada e seus benefícios podem ser apropriados pela pessoa, por meio da fé. Em vez disso, o evangelho de Cristo é substituído por promessas terapêuticas de uma vida de propósitos ou de ter realização pessoal por vir a Cristo. Em mensagens como essas, o foco está em nós, e não em Jesus.

Por outro lado, examinando o padrão de adoração da igreja primitiva, vemos que a assembleia semanal dos santos envolvia reunirem-se para adoração, comunhão, oração, celebração da Ceia do Senhor e dedicação ao ensino dos apóstolos. Se estivéssemos lá, veríamos que a pregação apostólica abrangia toda a história redentora e os principais assuntos da revelação divina, não se restringindo apenas à kerygma evangelística.

Portanto, a kerygma é a proclamação essencial da vida, morte, ressurreição, ascensão e governo de Jesus Cristo, bem como uma chamada à conversão e ao arrependimento. É esta kerygma que o Novo Testamento indica ser o poder de Deus para a salvação (Rm 1.16). Não pode haver nenhum substituto aceitável para ela. Quando a igreja perde sua kerygma, ela perde sua identidade.

Traduzido por: Francisco Wellington Ferreira
Fonte: http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/430/Pregando_a_Cristo

Informações sobre o Autor: R. C. Sproul nasceu em 1939, no estado da Pensilvânia. É ministro presbiteriano, pastor da igreja St. Andrews Chapel, na Flórida. É fundador e presidente do ministério Ligonier, professor e palestrante em seminários e conferências, autor de mais de sessenta livros, vários deles publicados em português, e editor geral da Reformation Study Bible.

Correndo…

Muitas vezes temos a sensação e às vezes mais do que a sensação de que pegamos o trem errado. Sentado ao lado da janela a gente vê a paisagem as casas e as pessoas e parece tudo desconhecido. Não era esse o caminho. O que fazer?

Dietrich Bonhoeffer disse que: “Se você pegou o trem errado, não adianta correr pelo corredor na outra direção”. O negócio é ter coragem de descer na próxima estação e pegar o trem certo. Você ainda pode errar, mas pelo menos sabe que não era aquele primeiro trem.

Certa vez em Londres, eu queria ir para o aeroporto e peguei o trem errado. Desci numa estação, voltei para o lugar onde esta-va e perguntei a uma pessoa qual era o trem. O que ela me indi-cou também era errado. Fiz outra vez o caminho de volta até que peguei o trem certo. Foi frustrante, cansativo, mas pelo menos cheguei ao meu destino. Uma coisa se tem certeza: o trem sempre para em algum lugar, até mesmo quando sai do trilho.

Você está no trem certo?

Pastor Antônio Carlos Barro

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