-Pastoral

1
A Vitória é Nossa
2
Na Hora Exata
3
Onde está o seu coração?
4
Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio
5
Não extingais o Espírito Santo
6
69 anos de história
7
Herança Espiritual
8
160 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil
9
Crescimento Espiritual
10
Refletindo Sobre a Morte na Ótica de um Jovem

A Vitória é Nossa

Depois que Davi derrotou Golias, ele se tornou um herói popular da noite para o dia em Israel. De fato, até uma música de sucesso foi escrita sobre ele. A letra era assim: “Saul matou milhares, e Davi, dezenas de milhares” (1 Samuel 18:7). Saul ficou indignado com isso. Ele já estava prevendo o que estava por vir.

Enquanto isso, Davi estabeleceu uma amizade com o filho de Saul, Jônatas. Sabendo que o fim estava chegando, Jônatas pediu a Davi que assumisse o compromisso de que, quando ele morresse, Davi cuidaria de seus filhos. E Davi concordou em fazer isso.

Mas Saul, percebendo que Davi era o homem que Deus havia escolhido como o próximo rei de Israel, tentou repetidamente matá-lo.

Isso me lembra de que quando você se compromete com Jesus Cristo, você se torna um inimigo do diabo. Muitos dos seus problemas desaparecem. O vazio em sua vida se foi e você tem Cristo vivendo em você. Você tem paz e propósito. Porém, quando um conjunto de problemas desaparece, um novo conjunto de problemas toma o seu lugar. Como se diz: a conversão transforma os nossos corações num campo de batalha.

Por Davi ser o homem de Deus, ele se tornou inimigo de Saul. E quando você se torna seguidor de Jesus Cristo, você vira inimigo do diabo. Adoro estas palavras de Romanos 8:35,37: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? […] Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.”

Apesar do que quer que você esteja passando na vida, Deus lhe ama. E nada jamais lhe separará desse amor.

Na Hora Exata

Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.

2 Pedro 3:9

Nem um minuto antes, nem um minuto depois. Nem antes da hora nem depois da hora. Nem com adiantamento nem com atraso. Na ocasião certa, no tempo certo, no ano certo, no mês certo, na hora certa. Essa pontualidade é característica de Deus, e não dos seres humanos.

O salmo 107 conta que os cativos da Babilônia, depois de perder toda a esperança, no seu desespero, clamaram ao Eterno e “Ele os livrou na hora exata” (v.6).

Na hora exata, Abraão viu um carneiro preso pelos chifres no meio de uma moita e o ofereceu em sacrifício no lugar de Isaque (Gn 22:13), prefigurando o que, no futuro, no tempo certo, seria o sacrifício de Jesus na cruz do calvário.

Na hora exata, a filha de Faraó foi tomar banho no rio Nilo e viu a cesta na qual estava Moisés. Na hora exata, Miriam se encontrou com a princesa e ofereceu os préstimos de sua mãe para cuidar do menino (Êx 2:1 a 10). Tudo convergiu em favor do plano de Deus.

Na hora exata, Deus abriu o mar Vermelho, enviou uma coluna de nuvem durante o dia e uma coluna de fogo durante a noite, e começou a fazer chover maná todas as manhãs (Êx 14: 19 a 31 e 16:4), alimentando assim o seu povo com doses exatas de comida.

Na hora exata, Deus enviou ao mundo pela primeira vez o seu Filho em forma humana (Gl 4:4), cumprindo assim os eternos propósitos do Pai e “derrubando a parede de separação que estava no meio, a inimizade” (Ef 2:14). Na “dispensação da plenitude dos tempos” (Ef. 1:10), no dia e hora exatos e não revelados, Deus o enviará pela segunda vez, com poder e muita glória (Mt 25:13), para concluir, em definitivo, a obra que ele começou desde a “fundação do mundo” (Ef. 1:4).

Oração: Senhor, que eu não seja dominado nem pela ansiedade nem pela passividade, mas sim pela segurança de que tudo acontece segundo o teu propósito.

Devocionário Refeições diárias – Celebrando a reconciliação. Editora Ultimato

Onde está o seu coração?

Certa vez, quando o povo de Deus se tornou descuidado em seu relacionamento com Ele, o Senhor os advertiu por meio do profeta Ageu.

“Vejam aonde os seus caminhos os levaram!”, ele disse, levando-os a refletir sobre algumas coisas que aconteciam com eles e avaliar sua espiritualidade descuidada à luz do que Deus os ensinara.

Mesmo aqueles mais fiéis a Deus às vezes precisam dar uma pausa e pensar sobre o sentido de suas vidas. É muito fácil passar de uma semana muito corrida para outra sem sequer parar e ponderar para aonde estamos indo e para aonde deveríamos estar indo.

O começo de um novo ano é o tempo ideal de parar, refletir, e pensar sobre nossa vida. Para isso, aqui estão algumas questões para se perguntar em oração na presença de Deus.

O que você poderia fazer esse ano para aumentar seu prazer em Deus? Qual é a coisa mais humanamente impossível que você vai pedir a Deus nesse ano? Qual é a coisa mais importante que você pode fazer para melhorar a qualidade de vida da sua família nesse ano? Em qual aspecto espiritual em especial você quer melhorar nesse ano, e como você irá fazê-lo? Qual é o maior desperdício de tempo em sua vida, e o que você vai fazer a respeito nesse ano?

Qual é a melhor forma que você pode ajudar a fortalecer sua igreja? Pela salvação de quem você vai orar mais fervorosamente nesse ano? De que forma você vai tentar, pela graça de Deus, fazer esse ser diferente do ano anterior? O que você pode fazer para melhorar sua vida de oração nesse ano? O que você pretende fazer nesse ano que vai fazer diferença nos próximos 10 anos? E na eternidade?

Escrito por Donald S. Whitney, do Southern Baptist Theological Seminary, e extraído do site voltemosaoevangelho.com, a partir da tradução de Filipe Schulz, no reforma21.org

Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio

Considere o nosso Senhor e Salvador. Em seu princípio, Ele foi desprezado e rejeitado pelos homens; foi um homem de dores, familiarizado com o sofrimento (ver Isaías 53.3). Você pode observar o fim? Nosso Senhor está assentado à direita de Deus, sabendo que todos os seus inimigos se tornarão o estrado de seus pés (ver Salmos 110.1). “Segundo ele é, também nós somos neste mundo” (1 João 4.17).

Você tem de tomar a cruz, pois, se não o fizer, nunca receberá a coroa. Você tem de passar através da lama, pois, se não o fizer, nunca andará nas ruas de ouro. Anime-se, então, crente abatido. “Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio”. Quão desprezível é a aparência da larva de um inseto. É o começo de uma vida.

Todavia, se você observar posteriormente, aquele inseto com asas deslumbrantes estará brincando aos raios de sol, bebendo das flores, cheio de vida e felicidade. Esse é o fim. Aquele inseto é como você, até que seja envolvido na crisálida da morte. Mas, quando Cristo se manifestar, você será semelhante a Ele, porque O verá como Ele é (ver Salmos 17.15).

O diamante de aparência rústica é colocado na roda do lapidário, que o corta em todos os lados. O diamante perde muito, muito do que parecia ser precioso para ele mesmo. O rei é coroado; o diadema é colocado na cabeça do monarca com o alegre som da trombeta.

Um resplandecente raio brilha da pequena coroa, brilho que vem daquele exato diamante que tão recentemente foi em extremo afligido pelo lapidário. Você pode ousar se comparar a tal diamante, pois é um do povo de Deus; este é o tempo do processo de lapidação.

A fé e a perseverança têm sua obra perfeita (ver Tiago 1.3,4), pois no dia em que a coroa for colocada na cabeça do “Rei eterno, imortal, invisível” (1 Timóteo 1.17), um brilho de glória resplandecerá de você. “Eles serão para mim particular tesouro, naquele dia que prepararei, diz o SENHOR dos Exércitos” (Malaquias 3.17). “Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio.”

Devocionário Charles Spurgeon

Não extingais o Espírito Santo

Numa galeria de arte vi uma obra-prima chamada “O Vento”, que mostrava uma tempestade se movendo por uma área arborizada. Árvores altas e finas se inclinavam à esquerda e os arbustos oscilavam na mesma direção.

O Espírito Santo é capaz de influenciar os cristãos em direção à bondade e à verdade de Deus. Se seguimos com o Espírito, podemos esperar nos tornarmos mais corajosos e mais amorosos. Também nos tornaremos mais exigentes sobre como lidar com os nossos desejos (2 Timóteo 1:7).

Em algumas situações, no entanto, o Espírito nos impele com vigor ao crescimento e mudança espiritual, mas respondemos com um “não”. Obstruir continuamente essa convicção é aquilo que as Escrituras chamam de apagar o Espírito (1 Tessalonicenses 5:19). Ao longo do tempo, as coisas que uma vez consideramos errado não parecem mais ser tão ruins.

Quando nosso relacionamento com Deus parece distante e desconectado, pode ser porque a convicção do Espírito tem sido repetidamente ignorada. Quanto mais tempo isso acontece, mais difícil é ver a raiz do problema. Felizmente, podemos orar e pedir a Deus para nos mostrar o nosso pecado. Se nos afastarmos do pecado e voltarmos a nos comprometer com Ele, Deus nos perdoará e avivará o poder e a influência de Seu Espírito em nós.

69 anos de história

Os trabalhos que deram início a Segunda Igreja Presbiteriana de Rio Claro começaram no final de 1928, em uma sala alugada no bairro de Vila Aparecida, sob a liderança do Professor Abdiel Lopes Monteiro e sua esposa Cinira Lopes Monteiro, membros da Primeira Igreja Presbiteriana de Rio Claro, sob a supervisão do conselho e do então Pastor Reverendo Antônio Marques da Fonseca Junior.

Em 12 de Julho de 1932, os cultos começaram a ser realizados no templo recém-construído na Rua 1ª Nº 715, onde atualmente, depois de várias ampliações e modificações arquitetônicas, se encontra ainda a igreja.

Em 22 de Outubro de 1950, no pastorado do Reverendo Paschoal Luiz Pitta; foi organizada a Segunda Igreja Presbiteriana de Rio Claro com pouco mais de 70 membros adultos (comungantes) e 30 crianças (não comungantes).

A Igreja então organizada constava basicamente de famílias de ferroviários, que muito se dedicaram para que o evangelho frutificasse no solo rio-clarense. Dinâmica e comprometida com os valores do reino o evangelho se expandiu vertiginosamente, fazendo dessa comunidade uma das referências regionais no presbiterianismo. Homens e mulheres comprometidos com Deus; muito contribuíram para o crescimento e fortalecimento do presbiterianismo em nossa cidade.

Desde sua organização vários pastores deram a sua contribuição para expansão do reino; A saber:

Em 1950 foi dirigida pelo Reverendo Paschoal Luiz Pitta; que acumulou o cargo de pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Rio Claro e da Segunda.

De 1951 a Fevereiro de 1955 – Reverendo H. Aldrovandi Junior.
De Julho de 1954 a Fevereiro de 1955 – Reverendo L. Braga.
De Março de 1955 a 1965 – Reverendo Raimundo Loria.
De 1966 a 1978 – Reverendo Francisco Moreira Junior.
De 1979 a 1989 – Reverendo Dirceu Xavier de Mendonça.
De 1990 a 1993 – Reverendo Adolfo Potenciano.
De 1994 a 1996 – Reverendo Gilmar Bueno da Silva.
De 1997 a Janeiro de 1999 – Reverendo M. Jorge Pereira Junior.
De Março a Dezembro de 1999 – Reverendo Clemilton Alves de Mello (Atos pastorais).
De 2000 a 2005 – Reverendo Dirceu Alves da Silva.
De 2006 a 2010 – Reverendo Silas Tscherne.
De 2011 a 2013 – Reverendo Paulo Marcio Paiva.
De 2016 a 2017 – Reverendo José E. de Claudio (Pr. Auxiliar).

Desde 2014 a Comunidade tem sido dirigida pelo Reverendo Wagner Aparecido dos Santos

Herança Espiritual

Os pais possuem uma influência sobre a vida de seus filhos além do que podem imaginar. Eles influenciam desde os anos de formação, continuam a influenciá-los durante a adolescência, juventude e vida adulta. Esta influência continua até mesmo depois da morte, nas vidas dos filhos e netos. 

Uma professora na Escola Bíblica Dominical ensinava em sua classe de crianças que é Deus quem faz as pessoas boas. Um dos meninos, que provavelmente vinha de um agradável e feliz lar, respondeu: – é verdade, mas as mães ajudam muito. E como! 

No Novo Testamento nós encontramos duas nobres senhoras cuja fé influenciaram um rapaz que tornou-se um dos famosos homens do início da fé cristã. Era um homem em que residia uma fé aberta, honesta e viva em Deus. De onde vem a fé? Que passado e instruções ele teve para ser aquele tipo de cristão?

A resposta a estas perguntas está em II Tm 1: 5, que diz “trazendo a memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Loide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti”. Aqui estava uma senhora que cria em Deus. Ela passou essa fé confidente à sua filha. Aquelas duas senhoras passaram a fé delas ao seu filho e neto. Timóteo tornou-se um missionário, companheiro do apóstolo Paulo em seu trabalho de evangelização. Ele era fiel ao seu ministério. E o crédito disso estava depositado na criação dada por sua mãe e sua avó. 

Esta é a herança que você também pode dar aos seus filhos amados. Sua fé pode ser passada a eles, se você tentar.

160 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil

No dia 12 de agosto, a Igreja Presbiteriana do Brasil comemora os seus 160 anos. O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do pioneirismo e desprendimento do Rev. Ashbel Green Simonton (1833-1867). Nascido em West Hanover, na Pensilvânia, Simonton estudou no Colégio de Nova Jersey e inicialmente pensou em ser professor ou advogado. Influenciado por um reavivamento em 1855, fez a sua profissão de fé e, pouco depois, ingressou no Seminário de Princeton.

Um sermão pregado por seu professor, o famoso teólogo Charles Hodge, levou-o a considerar o trabalho missionário no estrangeiro. Três anos depois, candidatou-se perante a Junta de Missões da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, citando o Brasil como campo de sua preferência. Dois meses após a sua ordenação, embarcou para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade.

Em abril de 1860, Simonton dirigiu o seu primeiro culto em português; em janeiro de 1862, recebeu os primeiros membros, sendo fundada a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. No breve período em que viveu no Brasil, Simonton, auxiliado por alguns colegas, fundou o primeiro jornal evangélico do país (Imprensa Evangélica, 1864), criou o primeiro presbitério (1865) e organizou um seminário (1867).

O Rev. Simonton morreu vitimado pela febre amarela aos 34 anos, em 1867 (sua esposa, Helen Murdoch, havia falecido três anos antes). Os principais colaboradores de Simonton nesse período foram: seu cunhado Alexander L. Blackford, que em 1865 organizou as igrejas de São Paulo e Brotas; Francis J. C. Schneider, que trabalhou entre os imigrantes alemães em Rio Claro, lecionou no seminário do Rio e foi missionário na Bahia; George W. Chamberlain, grande evangelista e operoso pastor da Igreja de São Paulo.

Os quatro únicos estudantes do “seminário primitivo” foram também grandes obreiros: Antonio B. Trajano, Miguel G. Torres, Modesto P. B. Carvalhosa e Antonio Pedro de Cerqueira Leite. Outras poucas igrejas organizadas no primeiro decênio foram as de Lorena, Borda da Mata (Pouso Alegre) e Sorocaba. O homem que mais contribuiu para a criação dessas e outras igrejas foi o notável Rev. José Manoel da Conceição (1822-1873), um ex-sacerdote que tornou-se o primeiro brasileiro a ser ordenado ministro do evangelho (1865). Visitou incansavelmente dezenas de vilas e cidades no interior de São Paulo, Vale do Paraíba e sul de Minas, pregando o evangelho da graça.

Reverendo  Alderi Souza de Matos
Historiador da IPB

Crescimento Espiritual

Crescimento espiritual na vida dos cristãos não é um luxo, mas uma necessidade. A Palavra de Deus ensina claramente. Aos recém convertidos, o apóstolo Pedro escreve: “Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para a salvação” (1 Pe 2.2).

No final da segunda carta, o apóstolo Pedro insiste na necessidade de crescimento espiritual: “Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (1Pe 3.18). E o apóstolo Paulo escreve no mesmo tom: “Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Ef 4.15).

O verbo utilizado pelo apóstolo Pedro em sua segunda carta 3.18, que é traduzido por “crescer”, era uma palavra usada para crescimento natural das plantas e ocorre simplesmente pelo fato de elas serem seres vivos e saudáveis e estarem plantadas em solo fértil. Logo, o que se espera dos crentes, uma vez que estão unidos a Cristo é que cresçam de modo saudável e natural. A ênfase no crescimento é necessária, pois facilmente somos cometidos pelo marasmo e pela estagnação espiritual.

O ensino sobre o crescimento espiritual também redireciona para os propósitos corretos, ou seja, o modo de viver tanto do crente como da igreja. Além das demais atividades que as igrejas promovem, e com as quais nos envolvemos, passaremos a dar prioridade ao desenvolvimento das práticas cristãs, tais como a fé, virtude, conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade e amor (2 Pe 1.5-8).

Rev. Paulo Gérson Uliano
Pastor da Igreja Presbiteriana de Indaiatuba

Refletindo Sobre a Morte na Ótica de um Jovem

Se você fosse morrer amanhã, talvez percebesse que a existência do hoje não é vã. Quem sabe notaria quão pequenas são as diferenças que nos separam e quão grandes as semelhanças que nos unem, quem sabe. Se fosse morrer amanhã provavelmente arriscaria sem hesitar e não teria tempo para lamentar os erros do passado, pois a efemeridade do presente te consumiria muito.

Cogito até a possibilidade de que demonstraria amor como jamais fez antes, já que seu tempo está acabando e você nunca tinha parado para pensar sobre isso. Talvez por um dia você não se importaria com sua bagagem enorme de tarefas do trabalho ou com a pilha de livros que você precisa ler para o fim do semestre.

Quem sabe perceberia que passou toda a sua vida buscando futilidades e esqueceu de simplesmente viver. Eis a diferença: existir não é viver. Viver transcende bruscamente a concepção de existir. Espero que não perca a vida tentando ganhá-la e talvez você só tenha consciência disso quando for tarde demais. Quando não houver mais tempo. Suponho talvez que a autêntica felicidade não se encontra em lugares, bens ou até mesmo em pessoas. Quem sabe ela sempre esteve aí dentro de você, adormecida num cantinho que você jamais ousou tocar.

Se você fosse morrer amanhã, talvez não teria medo de arriscar e tomaria vinte segundos de coragem e diria tudo aquilo que sempre quis dizer. Pois como certa vez disse um sábio: “os homens vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido”. Diante disso, custo a dizer que esse amanhã irá chegar e deixo a seguinte pergunta:

o que você faria se fosse morrer amanhã?

Wagner Diniz dos Santos Junior

Segunda IPB Rio Claro - Todos os Direitos Reservados 2014. Criação de Sites Postali