-Pastoral

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Herança Espiritual
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160 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil
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Crescimento Espiritual
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Refletindo Sobre a Morte na Ótica de um Jovem
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IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL – 159 anos de História
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Por que EU?
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Prudência & Entendimento
8
Palavra e Ação Andam Juntas!
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Novo Ano, Novos Sonhos, Mas o Mesmo… DEUS
10
Cristãos Deveriam Ter Árvores de Natal?

Herança Espiritual

Os pais possuem uma influência sobre a vida de seus filhos além do que podem imaginar. Eles influenciam desde os anos de formação, continuam a influenciá-los durante a adolescência, juventude e vida adulta. Esta influência continua até mesmo depois da morte, nas vidas dos filhos e netos. 

Uma professora na Escola Bíblica Dominical ensinava em sua classe de crianças que é Deus quem faz as pessoas boas. Um dos meninos, que provavelmente vinha de um agradável e feliz lar, respondeu: – é verdade, mas as mães ajudam muito. E como! 

No Novo Testamento nós encontramos duas nobres senhoras cuja fé influenciaram um rapaz que tornou-se um dos famosos homens do início da fé cristã. Era um homem em que residia uma fé aberta, honesta e viva em Deus. De onde vem a fé? Que passado e instruções ele teve para ser aquele tipo de cristão?

A resposta a estas perguntas está em II Tm 1: 5, que diz “trazendo a memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Loide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti”. Aqui estava uma senhora que cria em Deus. Ela passou essa fé confidente à sua filha. Aquelas duas senhoras passaram a fé delas ao seu filho e neto. Timóteo tornou-se um missionário, companheiro do apóstolo Paulo em seu trabalho de evangelização. Ele era fiel ao seu ministério. E o crédito disso estava depositado na criação dada por sua mãe e sua avó. 

Esta é a herança que você também pode dar aos seus filhos amados. Sua fé pode ser passada a eles, se você tentar.

160 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil

No dia 12 de agosto, a Igreja Presbiteriana do Brasil comemora os seus 160 anos. O surgimento do presbiterianismo no Brasil resultou do pioneirismo e desprendimento do Rev. Ashbel Green Simonton (1833-1867). Nascido em West Hanover, na Pensilvânia, Simonton estudou no Colégio de Nova Jersey e inicialmente pensou em ser professor ou advogado. Influenciado por um reavivamento em 1855, fez a sua profissão de fé e, pouco depois, ingressou no Seminário de Princeton.

Um sermão pregado por seu professor, o famoso teólogo Charles Hodge, levou-o a considerar o trabalho missionário no estrangeiro. Três anos depois, candidatou-se perante a Junta de Missões da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos, citando o Brasil como campo de sua preferência. Dois meses após a sua ordenação, embarcou para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em 12 de agosto de 1859, aos 26 anos de idade.

Em abril de 1860, Simonton dirigiu o seu primeiro culto em português; em janeiro de 1862, recebeu os primeiros membros, sendo fundada a Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. No breve período em que viveu no Brasil, Simonton, auxiliado por alguns colegas, fundou o primeiro jornal evangélico do país (Imprensa Evangélica, 1864), criou o primeiro presbitério (1865) e organizou um seminário (1867).

O Rev. Simonton morreu vitimado pela febre amarela aos 34 anos, em 1867 (sua esposa, Helen Murdoch, havia falecido três anos antes). Os principais colaboradores de Simonton nesse período foram: seu cunhado Alexander L. Blackford, que em 1865 organizou as igrejas de São Paulo e Brotas; Francis J. C. Schneider, que trabalhou entre os imigrantes alemães em Rio Claro, lecionou no seminário do Rio e foi missionário na Bahia; George W. Chamberlain, grande evangelista e operoso pastor da Igreja de São Paulo.

Os quatro únicos estudantes do “seminário primitivo” foram também grandes obreiros: Antonio B. Trajano, Miguel G. Torres, Modesto P. B. Carvalhosa e Antonio Pedro de Cerqueira Leite. Outras poucas igrejas organizadas no primeiro decênio foram as de Lorena, Borda da Mata (Pouso Alegre) e Sorocaba. O homem que mais contribuiu para a criação dessas e outras igrejas foi o notável Rev. José Manoel da Conceição (1822-1873), um ex-sacerdote que tornou-se o primeiro brasileiro a ser ordenado ministro do evangelho (1865). Visitou incansavelmente dezenas de vilas e cidades no interior de São Paulo, Vale do Paraíba e sul de Minas, pregando o evangelho da graça.

Reverendo  Alderi Souza de Matos
Historiador da IPB

Crescimento Espiritual

Crescimento espiritual na vida dos cristãos não é um luxo, mas uma necessidade. A Palavra de Deus ensina claramente. Aos recém convertidos, o apóstolo Pedro escreve: “Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para a salvação” (1 Pe 2.2).

No final da segunda carta, o apóstolo Pedro insiste na necessidade de crescimento espiritual: “Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (1Pe 3.18). E o apóstolo Paulo escreve no mesmo tom: “Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Ef 4.15).

O verbo utilizado pelo apóstolo Pedro em sua segunda carta 3.18, que é traduzido por “crescer”, era uma palavra usada para crescimento natural das plantas e ocorre simplesmente pelo fato de elas serem seres vivos e saudáveis e estarem plantadas em solo fértil. Logo, o que se espera dos crentes, uma vez que estão unidos a Cristo é que cresçam de modo saudável e natural. A ênfase no crescimento é necessária, pois facilmente somos cometidos pelo marasmo e pela estagnação espiritual.

O ensino sobre o crescimento espiritual também redireciona para os propósitos corretos, ou seja, o modo de viver tanto do crente como da igreja. Além das demais atividades que as igrejas promovem, e com as quais nos envolvemos, passaremos a dar prioridade ao desenvolvimento das práticas cristãs, tais como a fé, virtude, conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade e amor (2 Pe 1.5-8).

Rev. Paulo Gérson Uliano
Pastor da Igreja Presbiteriana de Indaiatuba

Refletindo Sobre a Morte na Ótica de um Jovem

Se você fosse morrer amanhã, talvez percebesse que a existência do hoje não é vã. Quem sabe notaria quão pequenas são as diferenças que nos separam e quão grandes as semelhanças que nos unem, quem sabe. Se fosse morrer amanhã provavelmente arriscaria sem hesitar e não teria tempo para lamentar os erros do passado, pois a efemeridade do presente te consumiria muito.

Cogito até a possibilidade de que demonstraria amor como jamais fez antes, já que seu tempo está acabando e você nunca tinha parado para pensar sobre isso. Talvez por um dia você não se importaria com sua bagagem enorme de tarefas do trabalho ou com a pilha de livros que você precisa ler para o fim do semestre.

Quem sabe perceberia que passou toda a sua vida buscando futilidades e esqueceu de simplesmente viver. Eis a diferença: existir não é viver. Viver transcende bruscamente a concepção de existir. Espero que não perca a vida tentando ganhá-la e talvez você só tenha consciência disso quando for tarde demais. Quando não houver mais tempo. Suponho talvez que a autêntica felicidade não se encontra em lugares, bens ou até mesmo em pessoas. Quem sabe ela sempre esteve aí dentro de você, adormecida num cantinho que você jamais ousou tocar.

Se você fosse morrer amanhã, talvez não teria medo de arriscar e tomaria vinte segundos de coragem e diria tudo aquilo que sempre quis dizer. Pois como certa vez disse um sábio: “os homens vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido”. Diante disso, custo a dizer que esse amanhã irá chegar e deixo a seguinte pergunta:

o que você faria se fosse morrer amanhã?

Wagner Diniz dos Santos Junior

IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL – 159 anos de História

Hoje temos igrejas presentes em todos os cantos do nosso Brasil, lutando bravamente para que o Reino de Deus seja vivenciado e influencie a nossa querida nação; Tudo isso fruto da ação de Deus e da coragem do jovem Simonton.

Reverendo Hernandes Dias Lopes em um de seus artigos faz uma discrição a respeito de nosso missionário de maneira sucinta, mas bem direta que vale a pena ser transcrita aqui.

“1. SUA FAMÍLIA: Foi o nono filho, o caçula, de uma família piedosa. Seu pai era presbítero, médico e político, tendo sido duas vezes eleito deputado para o Congresso Nacional. Simonton foi consagrado ao ministério da Palavra no batismo infantil.

2. SEU CHAMADO PARA O MINISTÉRIO: No dia 14 de outubro de 1855, após ouvir um sermão do Dr. Charles Hodge sobre a tarefa da igreja, sentiu-se chamado para as missões. Fez o curso de teologia no seminário de Princeton, em New Jersey. Após concluí-lo, decidiu viajar para o Brasil. Quando alguém questionou o fato de ele se dedicar a um país ainda pobre e assolado por várias doenças endêmicas, ele respondeu: “A única segurança está na submissão à vontade e aos propósitos divinos. Sob a direção de Deus, o lugar de perigo é o lugar de segurança e, sem a sua presença, nenhum abrigo é seguro”.

3. SEU CASAMENTO: Ao saber da enfermidade da mãe, Simonton deixou o Brasil e retornou aos Estados Unidos. Mas, ao chegar, ela já havia falecido. Simonton ficou então um ano em seu país de origem. Nesse tempo, casou-se com Helen Murdock. Após dois meses de casado, regressou ao Brasil. Em 19 de junho 1864, nove dias após nascer-lhe a filha Helen, sua adorável esposa morreu.

4. SEU TRABALHO: O jovem pioneiro deixou marcas profundas e indeléveis na história do presbiterianismo e da evangelização nacional: a) organizou a escola dominical em 22 de abril de 1860 com cinco crianças , usando como livros textos : a Bíblia, o Catecismo e o Peregrino, de John Bunyan; b) organizou a Primeira Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro em 12 de janeiro de 1862; c) criou o primeiro jornal – A Imprensa Evangélica, em 5 de novembro de 1862; d) organizou o primeiro presbitério, o Presbitério do Rio de Janeiro, em 17 de dezembro de 1865, quando foi ordenado ao sagrado ministério o ex-padre José Manoel da Conceição; e) criou o primeiro seminário teológico em 14 de maio de 1867.

5. SUA MORTE: Em 9 de dezembro de 1867, aos 34 anos de idade, morreu em São Paulo, de febre amarela, este heróico jovem desbravador. Sua irmã, esposa do Rev. Blackford, perguntou-lhe, em seus últimos lampejos de consciência: “O que será dos crentes e do trabalho que você está deixando?”. Ele respondeu: “Deus levantará alguém para tomar o meu lugar. Ele fará o seu trabalho com os seus próprios instrumentos. Nós só podemos apoiar-nos nos braços eternos e estar quietos”.

159 anos depois o evangelho continua sendo levado por homens e mulheres que Deus tem levantado; Uma igreja com raízes em solo brasileiro que tem expandido seus horizontes em países como Japão, Espanha, Chile, Paraguai e tantos outros que precisam conhecer o Senhor Jesus Cristo.

Seu pastor e amigo Wagner dos Santos

Por que EU?

Rute 2:1-11

…Como é que me favoreces?… v.10

Rute era uma estrangeira. Ela era viúva e pobre. Em muitas partes do mundo de hoje, ela seria considerada um ninguém — alguém cujo futuro não detém qualquer esperança.

Todavia, Rute encontrou favor aos olhos de um parente de seu falecido marido, um homem rico e proprietário dos campos onde ela decidiu pedir permissão para recolher grãos. Em resposta à bondade dele, Rute perguntou: “…Como é que me favoreces e fazes caso de mim, sendo eu estrangeira?” (Rute 2:10).

Boaz demonstrou a Rute tal compaixão, e lhe respondeu com sinceridade. Ele havia ouvido falar de suas boas ações por sua sogra Noemi e de como ela escolhera deixar seu país e seguir o Deus dela. Boaz orou para que Deus, “…sob cujas asas…” ela havia vindo para obter refúgio, a abençoasse (Rute 1:16; 2:11,12; Salmo 91:4). Como seu parente redentor (Rute 3:9), ao casar-se com Rute, Boaz se tornou seu protetor e parte da resposta à sua própria oração.

Como Rute, fomos estrangeiros e distantes de Deus. Podemos nos questionar por que Deus escolheria amar-nos quando somos tão indignos. A resposta não está em nós, mas nele: “…Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). Cristo se tornou nosso Redentor. Quando somos salvos, estamos sob as Suas asas protetoras.

Pão diário devocionais

Prudência & Entendimento

1 Crônicas 22:12 – Que o SENHOR te conceda prudência e entendimento, para que, quando regeres sobre Israel, guardes a lei do SENHOR, teu Deus.

O grave momento pelo qual passa o país nos permite uma série de reflexões sobre o papel da igreja diante de tudo o que está acontecendo. Creio que a maioria concorda que a primeira providência que devemos tomar é a da oração, afinal de contas, se Deus não agir, sozinhos não podemos fazer absolutamente nada. Mas, além de orar, podemos fazer algo mais?

Sim, podemos! Podemos preparar nossos filhos para que assumam posições de governança no sistema político do Brasil. E, devemos fazê-lo a partir de uma ruptura com a dicotomia criada no passado entre o exercício da política e a profissão genuína da fé cristã. Cresci ouvindo pessoas dizendo que cristãos verdadeiros não poderiam ser políticos e, a consequência está aí, não criamos muitos homens fiéis para ocuparem essas posições e as entregamos a homens que não tem temor do Senhor.

Davi, por exemplo, quando preparava o seu filho para assumir o trono, suplicou a Deus que lhe concedesse prudência e entendimento para que Salomão fosse fiel a Deus na sua administração do reino. E, seguramente, o que ele ensinou a seu filho foi fundamental para que Salomão regesse o povo de Israel sendo fiel ao Senhor.

Creio que Deus tem vocacionado seus servos, também para a política, por meio dos dons que lhes concede, mas cabe a nós, além de ORAR, a responsabilidade de preparar uma geração de governantes tementes a Deus. E isto também é nosso ministério!

Pr. Cleverson Moreira
Capelão do Seminário Presbiteriano de Belo Horizonte

Palavra e Ação Andam Juntas!

Nesses primeiros domingos do mês de janeiro, temos falado muito em fazer a diferença como igreja, família e indivíduo.

Para que isso aconteça, aprendemos que precisamos ser: uma igreja cada dia mais bíblica e que essa prática, nos leva a uma profunda intimidade e maturidade com Deus e também nos enche de esperança para enfrentarmos os embates da vida. (2 tm 3:16 e 17).

Aprendemos também, que uma igreja que faz a diferença, tem a generosidade como algo costumaz (2 co 8:1 a 6). Ela busca formas e oportunidades para exercer a misericórdia, onde se encontra inserida.

Como vimos em uma das aulas da escola dominical, sobre a influência protestante em nossa cidade a figura do coronel joaquim ribeiro; homem de Deus, comprometido com sua cidade e também com sua fé cristã; temos a necessidade nosdias atuais, de pessoas que façam a diferença onde o senhor da igreja as colocarem.

Diante disso, gostaria de te desafiar a ser um servo diferenciado; um homem que tenha a palavra de Deus na mente e no coração; mas, que a coloque em prática através de atos de generosidade.

Que Deus possa ser exaltado, através da nossa vida!!!

Seu pastor e amigo Wagner dos Santos.

Novo Ano, Novos Sonhos, Mas o Mesmo… DEUS

Para alguns de nós 2017 foi um ano de grandes realizações e conquistas, para outros de perdas e frustrações. Independente de como foi seu 2017, já está se tornando passado e com o raiar de um novo dia, em breve chegará 2018 queira ou não.
A minha palavra nesse início de ano é de estímulo; mas, acima de tudo de reflexão quanto ao novo ano e o que nos espera.

Para alguns que continuarão reclamando, 2018 não promete nada; vai ser uma continuação do marasmo de 2017.

Para outros que continuarão escravos do negativismo, 2018 será apenas a continuação de uma vida cheia de lutas.

Mas, para aqueles que acreditam que as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã, 2018 será um ano abençoado porque a presença do Eterno se fará presente mais uma vez na nossa caminhada.

Nesse novo ano, iremos trabalhar com o tema: “Chamados para fazer a diferença”, tendo como texto base, I Tessalonicenses 4:7 “Porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação”.

Nossa comunidade se encontra no mesmo local há 67 anos, se ela não existisse será que a nossa vizinhança sentiria falta? Também não tenho a resposta; Mas o grande desafio é sermos um luzeiro neste bairro, nesta cidade que o Senhor nos colocou.

Então, diante de toda nossa limitação, mas certos de que Deus está na direção das nossas vidas, vamos começar 2018, não reclamando, nem com espírito de derrotado; mas sim, confiantes que temos uma grande obra a ser realizada e que o Supremo Pastor nos chamou para que seja feita!

Todos Juntos como “SEGUNDA FAMÍLIA” , procurando fazer a vontade do PAI.

Seu pastor e irmão,
Wagner Dos Santos

Cristãos Deveriam Ter Árvores de Natal?

À medida que o Natal vai chegando, questões como esta começam a aparecer. Como tudo na vida, é importante olharmos para estas questões com discernimento bíblico.

Neste caso, não vemos nada de errado com a tradicional árvore de Natal. Porém, alguns têm ensinado que é errado para qualquer cristão ter uma árvore de Natal em suas casas. Será que as razões para isso são válidas? Achamos que não. Vamos dar uma olhada nas duas objeções mais comuns que as pessoas fazem contra as árvores de Natal.

Primeiro, alguns são contrários às árvores de Natal por elas terem origens pagãs.

Acredita-se que Bonifácio, missionário inglês na Alemanha do século oitavo, instituiu a primeira árvore de Natal. Ele supostamente substituiu os sacrificios feitos ao carvalho sagrado do deus Odin, por um abeto enfeitado em tributo a Cristo. Alguns outros afirmam que Martinho Lutero foi quem introduziu a idéia da árvore de Natal iluminada com velas. Baseado nestas informações podemos dizer que a árvore de natal tem um excelente pedigree cristão.

Porém, mesmo se um histórico pagão fosse claramente estabelecido, isso não necessariamente significaria que nós não poderíamos usar árvores de Natal. Talvez a analogia a seguir ajude.

Durante a II Guerra Mundial, os militares americanos usaram temporariamente algumas ilhas remotas do Pacífico Sul como pistas de aterrissagem e como depósitos de suprimentos. Antes daquela época, os povos indígenas tribais nunca tinham visto tecnologia moderna de perto. Grandes aviões cargueiros chegavam cheios de materiais, e pela primeira vez os nativos viram isqueiros (que eles achavam ser mágicos), jipes, geladeiras, rádios, ferramentas elétricas e uma enorme variedade de alimentos.

Quando a guerra terminou, os nativos concluiram que os homens que trouxeram a carga eram deuses, então eles começaram a construir templos para os deuses da carga. Eles tinham a esperança de que os deuses da carga voltariam com mais bens.

A maioria das pessoas sequer sabe sobre esta superstição religiosa. Da mesma forma, poucos sabem qualquer coisa sobre a adoração de árvores. Quando uma criança puxa um grande presente de debaixo da árvore de Natal e desembrulha um modelo de avião cargueiro, ninguém olha pra aquele objeto como um ídolo. Nem nós vemos a árvore de Natal como uma espécie de deus dos presentes. Nós entendemos a diferença entre um brinquedo e um ídolo tão claramente quanto entendemos a diferença entre um ídolo e uma árvore de Natal. Não vemos uma razão válida para fazer qualquer conexão entre árvores de Natal e ídolos de madeira ou adoração de árvores. Aqueles que insistem em fazer essas associações deviam prestar atenção nos avisos nas Escrituras contra julgar os outros em coisas duvidosas (vejam Romanos 14 e I Coríntios 10:23-33).

Outra reclamação comum é que as árvores de Natal são proibidas na Bíblia. Jeremias 10 é muito usado para dar apoio a este ponto de vista. Mas uma olhada mais de perto nesta passagem vai mostrar que o texto não tem nada a ver com árvores de Natal e tudo a ver com adoração a ídolos. O verso oito diz “querem ser ensinados por ídolos inúteis; Os deuses deles não passam de madeira.”

Adoração a ídolos era uma clara violação dos Dez Mandamentos. Êxodo 20:3-6 diz: “Não terás outros deuses além de mim. Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o SENHOR,o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, mas trato com bondade até mil gerações aos que me amam e obedecem aos meus mandamentos.”

Não há conexão entre a adoração aos ídolos e o uso de árvores de Natal. Nós não devíamos ficar ansiosos a respeito de argumentos vazios contra as decorações de Natal. Em vez disso, deveríamos focar no Cristo do Natal, esforçando-nos com toda a diligência a lembrar a verdadeira razão de comemorarmos esta data.

John MacArthur

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