O fator tempo!

1- Sejamos donos do tempo e não seus escravos:
“Não pude ir ali” ou “não pude fazer aquilo porque não tive tempo”, “ando meio sem tempo” ou (muito humildemente como quem suplica um favor ao próprio tempo) “vou tentar arranjar um tempinho”. Tais frases se constituem em nossa desculpa preferida para não ir, não fazer, não viver. “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” – (EC 3:1). Tal constatação do escritor sagrado coloca por terra todas as nos-sas racionalizações. Mas para levar a cabo tamanha verdade, é preciso que se considere duas coisas:
Devemos ter o controle do tempo e não o contrário. Não podemos ser le-vados pela maré dos compromissos, nem pela enxurrada do ativismo. O princípio bíblico pretende definir quem manda em quem. Devemos organizar o tempo “há tempo para todo propósito…” desde que nos organizemos, fazendo a lista das prioridades, indo do primordial até ao menos essencial.

2- Economizemos o tempo gastando-o:
O problema da falta de tempo é como o da falta de dinheiro. O dinheiro deve ser bem administrado, executando-se os investimentos corretos e fazendo-se eventuais economias para suprir em ocasiões difíceis. “No entanto, com o tempo, não se pode fazer poupança, como alguém que raciocine da seguinte maneira: não vou fazer isso para guardar um pouco de tempo para depois”. Sua marcha inexorável não permite. Assim, sua melhor economia é o investimento.

3- Vivamos no tempo, mas com a dimensão da eternidade:
Falar insistentemente no Krónos que se escoa rapidamente sem mencionar o Kairós que atualiza a eternidade de Deus é sugerir o desespero. “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim.” – (EC 3:11). Na opção de servir a Deus não ganhamos propriamente uma sobrevida humana. O nosso homem exterior continua se desgastando moralmente; mas o nosso homem interior, a sede do nosso ser, a essência da nossa vida se renova dia a dia, porque a nossa perspectiva é o invisível e eternal. E mais do que palavras de consolo para dias que tão velozmente correm, esta é a mensagem para sermos bons mordomos da vida e do tempo, para a glória de Deus.


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