Refletindo Sobre a Morte na Ótica de um Jovem

Se você fosse morrer amanhã, talvez percebesse que a existência do hoje não é vã. Quem sabe notaria quão pequenas são as diferenças que nos separam e quão grandes as semelhanças que nos unem, quem sabe. Se fosse morrer amanhã provavelmente arriscaria sem hesitar e não teria tempo para lamentar os erros do passado, pois a efemeridade do presente te consumiria muito.

Cogito até a possibilidade de que demonstraria amor como jamais fez antes, já que seu tempo está acabando e você nunca tinha parado para pensar sobre isso. Talvez por um dia você não se importaria com sua bagagem enorme de tarefas do trabalho ou com a pilha de livros que você precisa ler para o fim do semestre.

Quem sabe perceberia que passou toda a sua vida buscando futilidades e esqueceu de simplesmente viver. Eis a diferença: existir não é viver. Viver transcende bruscamente a concepção de existir. Espero que não perca a vida tentando ganhá-la e talvez você só tenha consciência disso quando for tarde demais. Quando não houver mais tempo. Suponho talvez que a autêntica felicidade não se encontra em lugares, bens ou até mesmo em pessoas. Quem sabe ela sempre esteve aí dentro de você, adormecida num cantinho que você jamais ousou tocar.

Se você fosse morrer amanhã, talvez não teria medo de arriscar e tomaria vinte segundos de coragem e diria tudo aquilo que sempre quis dizer. Pois como certa vez disse um sábio: “os homens vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido”. Diante disso, custo a dizer que esse amanhã irá chegar e deixo a seguinte pergunta:

o que você faria se fosse morrer amanhã?

Wagner Diniz dos Santos Junior


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