Crescimento espiritual na vida dos cristãos não é um luxo, mas uma necessidade. A Palavra de Deus ensina claramente. Aos recém convertidos, o apóstolo Pedro escreve: “Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para a salvação” (1 Pe 2.2).

No final da segunda carta, o apóstolo Pedro insiste na necessidade de crescimento espiritual: “Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (1Pe 3.18). E o apóstolo Paulo escreve no mesmo tom: “Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Ef 4.15).

O verbo utilizado pelo apóstolo Pedro em sua segunda carta 3.18, que é traduzido por “crescer”, era uma palavra usada para crescimento natural das plantas e ocorre simplesmente pelo fato de elas serem seres vivos e saudáveis e estarem plantadas em solo fértil. Logo, o que se espera dos crentes, uma vez que estão unidos a Cristo é que cresçam de modo saudável e natural. A ênfase no crescimento é necessária, pois facilmente somos cometidos pelo marasmo e pela estagnação espiritual.

O ensino sobre o crescimento espiritual também redireciona para os propósitos corretos, ou seja, o modo de viver tanto do crente como da igreja. Além das demais atividades que as igrejas promovem, e com as quais nos envolvemos, passaremos a dar prioridade ao desenvolvimento das práticas cristãs, tais como a fé, virtude, conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade e amor (2 Pe 1.5-8).

Rev. Paulo Gérson Uliano
Pastor da Igreja Presbiteriana de Indaiatuba